Campeiro deixa a delegacia e é assassinado
Antônio João – 27/01/2010
Waldemar Gonçalves – Russo
Em Antônio João, um homem foi assassinado momentos depois de ter deixado a delegacia daquela, na tarde de segunda feira e até a manhã de hoje a polícia não tinha nenhuma pista do autor do crime, que teria sido motivado por causa de uma suposta disputa por uma mulher.
Quanto ao fato consta que a vítima, o campeiro Anselmo Gabriel, de 40 anos, foi assassinado com três tiros por volta das 17h30 assim que ele deixou a delegacia da Polícia Civil, onde havia comparecido para prestar depoimento sobre uma queixa que tinha contra ele por calúnia e difamação.
O assassinato aconteceu no corredor principal do Parque de Exposições, onde funciona a sede do sindicato rural.
A Polícia Civil informada do crime imediatamente descobriu o autor que seria segundo o delegado Edmilson José Holler, Xisto Cervim, de 66 anos, funcionário da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) que atende a cidade.
Com relação à causa do crime, o delegado informou que polícia suspeita que o caso seja passional, já que segundo consta alguns dias, Xisto Cervim teria assediado a mulher de Anselmo Gabriel, e ela contou o ocorrido para ele.
Irritado, Anselmo Gabriel foi tirar satisfações com o acusado, e este foi à delegacia e prestou queixa contra ele, por supostas calúnia e difamação.
Na segunda-feira à tarde, o campeiro foi intimado pelo delegado a comparecer a delegacia junto com a esposa, e o policial o informou que Xisto Cervim o havia procurado para “fazer as pazes” e acabar com o impasse, embora o caso de assédio tenha sido confirmado pela mulher, que também negou que tivesse algum caso com o idoso.
Após saírem da delegacia, o casal se dirigiu ao Sindicato Rural, onde foi tratar de assuntos relacionados a terras que iriam adquirir, oportunidade em que Xisto Cervim, que reside nas proximidades, os viu entrando no local e foi atrás.
Ao se aproximar do casal, Xisto Cervim chamou por Anselmo Gabriel e este ao se virar para atendê-lo, veio a receber três tiros de calibre 38 na região do tórax.
Consumado o crime, o idoso fugiu tomando rumo ignorado e levando a arma consigo, enquanto o campeiro foi socorrido com vida e levado ao hospital da cidade, porém não resistiu aos ferimentos e morreu.
Comunicada do crime, o delegado Edmilson Holler imediatamente determinou a caçada ao funcionário da Funasa, porém até a manhã de hoje ele não havia sido localizado, bem como se apresentado para ser interrogado e indiciado por homicídio doloso.
Fonte: Folha de Dourados



