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Câmeras corporais de policiais que mataram médica estavam desligadas

No dia 15 de março de 2026, Andrea Marins Dias, uma médica de 61 anos, morreu durante uma perseguição policial em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro. O carro em que a mulher estava foi confundido com um veículo usado por assaltantes.

A médica era admirada pela dedicação, carinho e presença constante. No dia da morte, ela passou a tarde ao lado dos pais. Por volta das 18h, decidiu que era hora de voltar para casa, entrou no carro e percorreu poucos metros.

Na mesma hora, uma denúncia de um roubo deu início a uma perseguição. O carro dos bandidos era do mesmo modelo do veículo de Andrea, no entanto, o dos criminosos era da cor prata e não tinha teto solar.

O último registro da perseguição mostrou a viatura ainda atrás do veículo dos bandidos. O carro da polícia virou à esquerda e encontrou o da médica. Em um vídeo gravado por um morador, foi possível acompanhar a abordagem da polícia. Depois da perseguição, um PM bateu com o fuzil na janela do carro e gritou para a motorista descer.

Andrea foi atingida pelas costas por três tiros. Os disparos acertaram a coluna vertebral, os pulmões, fígado e coração. Cecília Oliveira, diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado, disse que houve um despreparo policial durante a abordagem.

O bairro de Cascadura, onde vive a família de Andrea, lidera o número de tiroteios na capital carioca. Foram registrados 18 apenas neste ano, deixando sete pessoas baleadas, entre elas, a médica.

Por mais de 30 anos, Andrea se dedicou à medicina. Ela era cirurgiã oncológica e especialista em cuidar da saúde de mulheres. O tratamento humanizado era sua marca e, quem foi paciente da médica não esquece do seu cuidado e carinho.

O erro que provocou a morte de Andrea não foi um caso isolado. Em 2024, um veículo suspeito furou uma blitz na zona norte do Rio de Janeiro e deu início a uma perseguição. Bruno Bastos, de 47 anos, teve o carro confundido com o dos suspeitos. Os policiais disparam 18 vezes. As câmeras corporais foram essenciais para que os agentes respondessem a um processo criminal.

No caso de Andrea, as câmeras corporais estavam descarregadas. A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que os policiais que detectarem falha ou mau funcionamento no equipamento devem voltar para o batalhão. Os militares envolvidos na morte da médica foram afastados das ruas.

(Informações R7)

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