Após o arquivamento definitivo das investigações do caso Cão Orelha pela Justiça, Igor Zampieri, um dos quatro adolescentes acusados de terem participação na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, tem utilizado as redes sociais para contar sua versão dos acontecimentos.
Em vídeo publicado na última terça-feira (14), o jovem questiona a narrativa que circulou na internet e o papel desempenhado pelo porteiro de um condomínio local, apontado inicialmente como a principal testemunha do suposto crime e também como vítima de coação por parte das famílias dos investigados.
Questionamentos sobre a testemunha e suposto vídeo que provaria a circunstância da morte do animal
No início do seu pronunciamento, Zampieri contesta a tese de que o funcionário teria presenciado ou gravado as agressões ao animal. “Cadê o porteiro que viu a morte do Cão Orelha?”, indaga o jovem, apontando que, logo no início das investigações, a própria Polícia Civil divulgou que o porteiro não presenciou e nem filmou nenhuma agressão.
Zampieri exibe trechos de reportagens e falas de autoridades que confirmam a inexistência de tais imagens, as quais, segundo boatos disseminados em grupos de mensagens, teriam sido apagadas a mando de familiares dos adolescentes. Ele argumenta que, se o funcionário de fato tivesse testemunhado maus-tratos, sua reação natural e imediata deveria ter sido acionar a polícia ou tentar intervir em socorro ao cão, em vez de se manter em silêncio.
Jovem teceu críticas à superexposição dos envolvidos no caso Cão Orelha
O jovem criticou a postura do porteiro e a rede de apoio político e de influenciadores que se formou em torno dele na época, tratando-o como “herói”. Segundo Zampieri, o funcionário evitou prestar entrevistas formais, tirar fotos ou ser filmado pela imprensa tradicional, vindo a desaparecer do debate público logo em seguida.Play Video
Em contrapartida, diversas figuras públicas e advogados de destaque nacional se mobilizaram de imediato para oferecer assistência jurídica gratuita ao trabalhador.
Zampieri rebateu o rótulo de que pertence a uma “elite poderosa e influente”, ressaltando que sua família não é natural de Florianópolis, mas que reside no local desde antes de seu nascimento e construiu sua trajetória por meio do trabalho. “Nunca fomos elite”, declarou.
(Informações RD+)



