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Caarapó enfrenta abates de animais em sítios e chácaras

Geral – 17/01/2009

A Polícia Civil de Caarapó, instaurou inquérito para apurar abates de gado que vem ocorrendo com freqüência em sítios, chácaras e fazendas situadas próximas à cidade em Caarapó, a 268 quilômetros de Campo Grande.
No último caso, registrado no final de semana passado, os autores abateram uma vaca em um pequeno sitio situado na periferia da cidade. Após abaterem o animal, os ladrões retiraram somente a parte nobre, deixando o resto da carcaça no local, ato semelhante aos abates de gado registrados em fazendas que fazem divisa com a Aldeia Taquapery no município de Coronel Sapucaia em ações atribuídas a indígenas. “Aqui em Caarapó temos casos de abates de bovinos por indígenas em fazendas que fazem divisas com a Aldeia Tey Kuê, que fica a cerca de 20 quilômetros da cidade, mas esses abates registrados em sítios da periferia da cidade não atribuímos a indígenas, mas sim a pessoas brancas residentes na cidade”, disse Dr. José Joel da Silva, delegado da Polícia Civil. A Polícia Civil local trabalha nas investigações dos abates que abrangem também suínos e ovelhas, e informa que já têm suspeitos.
Carne seria transformada em charque e língua Segundo a polícia para não levantar suspeitas, os ladrões, após abaterem as reses, transformariam a carne em lingüiça e charques para então realizarem a comercialização.
“Temos informações que essa seria uma maneira dos ladrões conseguirem comercializar a carne furtada sem levantar suspeita, mas também existem informações que parte dessa carne estaria sendo vendida a açougues, principalmente da periferia da cidade. Vamos pedir auxílio à Vigilância Sanitária do município para intensificar a fiscalização nesses estabelecimentos para tentar identificar possíveis receptadores”, disse o delegado ao informar que com o apoio da fiscalização da Vigilância Sanitária facilita levantar qual a origem da carne ou derivados que estão sendo comercializados nos respectivos estabelecimentos.
“Temos várias ocorrências de abates, sempre realizados com os mesmos modos operantes. Esperamos identificar e prender os autores em um curto espaço de tempo”, informou o delegado.
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Fonte: Midia Max

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