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BRDE e Fiems já articulam plano para atender empresários

Geral – 28/02/2009

O presidente da Fiems, Sérgio Marcolino Longen, se reuniu na tarde de hoje (27/02) com a diretoria do BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul -, na agência do banco em Curitiba (PR). Ele apresentou a situação atual da economia do estado que sofre impacto da crise e reforçou a colaboração da FIEMS para a atuação do BRDE em Mato Grosso do Sul. “Nós queremos colaborar com o banco para que ele possa atingir o seu objetivo e também a nossa expectativa”, disse Sérgio Marcolino Longen. O presidente da FIEMS estava acompanhado do diretor corporativo do Sistema FIEMS e Diretor Regional do SENAI/MS, Jaime Elias Verruck, do presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/MS, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari e do diretor Superintendente do SEBRAE/MS, Cláudio George Mendonça. O Banco passa a operar oficialmente no Estado a partir do próximo dia 11, após inauguração já agendada para as 10 horas. A agência ocupa espaço na Casa da Indústria para atender produtores e empresários interessados em obter financiamento. O BRDE e a FIEMS já definem um plano de atuação para o estado e, em uma das ações, a entidade vai reunir empresários para um encontro com o BRDE no mesmo dia da inauguração. A equipe do banco vai apresentar quais são as linhas de financiamento que atua. “O BRDE é um banco de fomento e financia projetos. A instituição não libera financiamento sem projeto. Normalmente trabalhamos com financiamento entre cem mil e dez milhões de reais e acima disso, são os chamados projetos especiais, que envolvem o BNDES”, explicou o superintendente da agência do BRDE em Curitiba, Carlos Olson. Dois técnicos cedidos pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul já receberam treinamento. Além deles, o espaço contará com a presença de um funcionário da agência de Curitiba. Os pedidos serão avaliados pela equipe de Curitiba e seguem o mesmo trâmite dos pedidos feitos em os outros estados. “A estrutura é suficiente para iniciar as operações. Ela começa pequena, mas pode ser ampliada a medida que aumente a carteira de volume de negócios”, explicou a representante do BRDE em Mato Grosso do Sul, Lindamir Teresinha Verbiski. “Vamos colocar quatro técnicos a campo para ir atrás de potenciais clientes e teremos em Curitiba uma equipe só para analisar os pedidos de Mato Grosso do Sul” explica o superintendente da agência do BRDE em Curitiba, Carlos Olson. De todos os quatro Estados que compõem o Codesul, Mato Grosso do Sul, que passou a integrar o bloco em 1992, é o único que não contava com o banco de desenvolvimento. “A proposta de operar em Mato Grosso do Sul existe desde a década de 90 quando o estado passou a fazer parte do Codesul, mas só em julho do ano passado o Banco central autorizou bancos de desenvolvimento a atuar em estados limítrofes”, explica o vice-presidente do BRDE e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, José Moraes Neto. A inauguração ocorre quatro meses depois da assinatura de convênio para a operacionalização do banco. Em novembro do ano passado, o governador André Puccinelli, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, e diretores do BRDE assinaram o convênio. A Casa da Indústria cedeu o espaço físico e vai divulgar aos seus associados às linhas de financiamento. A parceria vai fortalecer a economia do Estado. A principal vantagem para o Mato Grosso do Sul é que com um banco de desenvolvimento o Estado não fica dependente de bancos privados, o que dificulta e encarece as operações de repasse dos empréstimos do BNDES. “Temos expectativa de realizar muitos negócios. Nós estamos entrando para contribuir com os setores produtivos, gerar emprego e renda”, explica o diretor administrativo do BRDE, Airton Pissetti. O que o BRDE financiaSe a sua atividade está ligada ao comércio, serviços, agricultura ou indústria, você pode procurar o BRDE. Conheça, em detalhes, o que o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul financia:AgriculturaAgricultores familiares, produtores rurais e cooperativas podem buscar financiamento junto ao BRDE. O banco financia a implantação ou ampliação dos sistemas de armazenagem; aquisição de máquinas e equipamentos, o plantio de florestas para uso industrial, investimentos nos setores de floricultura, fruticultura, suinocultura, avicultura, gados de corte e de leite, entre outros, com recursos de fundos especiais para o setor. IndústriaFinancia a compra de máquinas e equipamentos, construção de barracões industriais, modernização das instalações e desenvolvimento de novas tecnologias, além de capital de giro associado ou isolado dependendo da atividade a ser financiada.Comércios e ServiçosConstruções civis, instalações, equipamentos de logística e armazenagem, computadores e capital de giro associado ao investimento fixo. Administração PúblicaO BRDE também apóia municípios interessados em modernizar a administração tributária através do PMAT – Programa de Modernização da Administração Tributária e Gestão dos Setores Sociais Básicos.Prazos e Encargos FinanceirosOs prazos podem se estender até 12 anos. Os encargos variam de 6,75% ao ano para financiamentos rurais a 12% ao ano para financiamentos industriais e comerciais, dependendo da atividade a ser financiada. O BRDE também dispõe de linhas especiais para empresas exportadoras.

Fonte: Assessoria

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