Brasil cria 106 mil vagas com carteira assinada em abril
Geral – 18/05/2009
O Brasil registrou a criação de 106.205 novos postos de trabalho formais em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (18). Em março, o saldo era de 34.818 novos postos. “Pela primeira vez no ano, passamos a ter um saldo positivo [nos primeiros quatro meses] de 48.454 novos postos de emprego”, explicou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Até março, o saldo era negativo em 57.751 postos.
O ministro reforçou que sua previsão para o ano é a criação de mais de um milhão de empregos. Em 2008, foram 1,5 milhão de empregos. Apesar de menor que em 2008, a previsão para 2009, segundo Lupi, é positiva uma vez que o país enfrenta um período de crise.
Em abril, foram admitidos 1.350.446 empregados e demitidas, 1.244.241 pessoas. O saldo é 2,95% em relação ao mesmo período de 2008.
O ministro destacou o fato de a indústria ter apresentado, pela primeira vez no ano, saldo positivo na criação de empregos. “Apesar do saldo modesto, de 183 novos postos, a indústria começou a reagir”, destacou o ministro. Entre os ramos da indústria, O segmento que mais cresceu foi a indústria alimentícia com alta de 1,06% na mesma comparação, referente saldo de 18.967 postos.
Já a metalúrgica foi a que apresentou a maior queda, de 1,26% em relação a mês anterior, referente a um saldo negativo de 9.025 postos. A indústria mecânica também apresentou saldo negativo de 5.650 postos. “O resultado ainda preocupa por estar negativo, mas já demonstra reação em relação ao mês passado e deve ser positivo em maio”, avaliou Lupi.
Sobre a possibilidade de impacto da fusão entre a Sadia e a Perdigão, Lupi destacou que não houve conversas entre o ministério e as empresas, mas espera que não haja impacto sobre o emprego no setor.
Diante dos números apresentados, o ministro afirmou que o seguro-desemprego deve ser ampliado em dois meses para outros setores da economia. Mais detalhes devem ser divulgados ainda nesta semana.
Todos os setores avaliados apresentaram saldo positivo no número de postos de trabalho, com exceção do setor de Extrativismo Mineral, com queda de 0,34% no número de postos em abril em relação ao mês anterior.
Em abril, os setores que mais contrataram foram os de serviços, com 59.279 novos postos de trabalho; agricultura, com 22.684 novos postos de trabalho, construção civil, com 13.338 mil novas vagas, e comércio (5.647 adições).No quadrimestre, o setor de serviços também foi o destaque, com 168.529 novos postos, no qual a área de educação apresentou recorde para o período, com adição de 58.719 mil vagas. A construção civil ficou em segundo lugar, somando 43.677 mil vagas. Em seguida, apareceu a administração pública, com 28.898 mil empregos.A crise global afetou de forma mais clara a indústria de transformação e o comércio, que acumularam resultados negativos entre janeiro e abril de 2009.
A indústria apresentou pela primeira vez no ano saldo positivo na criação de empregos. “Apesar do saldo modesto, de 158 novos postos, a indústria começou a reagir”, destacou o ministro. Entre os ramos da indústria, a metalúrgica foi a que apresentou a maior queda, de 1,11% em relação a mês anterior. O setor que mais cresceu foi a indústria alimentícia com alta de 1,06% na mesma comparação.
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