O Brasil começou a produção 100% nacional de um remédio usado em transplantes no SUS. Esse medicamento já era fabricado no país, mas dependia de matéria-prima importada. Agora, o remédio será produzido apenas com insumos nacionais, o que diminui o risco de desabastecimento aos pacientes. Foram meses de exames até a confirmação: Mario estava apto a doar um rim para o irmão.
O transplante aconteceu há poucos dias em Niterói, na região metropolitana do Rio, e foi um sucesso. Em 2024, mais de 30 mil transplantes foram realizados em todo o país. No primeiro semestre do ano passado, esse número chegou a quase 15 mil, segundo o último balanço do Ministério da Saúde. Quem passa por esse tipo de cirurgia precisa tomar remédios pelo resto da vida. Os imunossupressores são medicamentos que diminuem a quantidade de células de defesa do corpo. E, por isso, são fundamentais para evitar a rejeição de órgãos transplantados.
Um desses medicamentos, o “tacrolimo”, está disponível no SUS há dez anos, mas dependia de matéria-prima importada. Agora, o remédio passa a ser totalmente produzido pela Fundação Oswaldo Cruz, com insumos nacionais. Segundo o Ministério da Saúde, a produção 100% nacional do remédio diminui o risco de desabastecimento.
(Informações R7)

