Box do camelódromo chega a custar R$ 40 mil
Dourados – 11/12/2009
O camelódromo existente no estacionamento do Terminal Rodoviário de Dourados pode ser extinto porque funciona numa área pública e sofre a pressão das entidades ligadas ao comércio.
Os cerca de cinquenta camelos estão apreensivos com a notícia de que o camelódromo deverá mudar de lugar. Os pequenos comerciantes que estão na rodoviária desde 1992 se esquivam de conversar sobre o assunto com os jornalistas e quando falam pedem para não ser identificados.
Alguns camelôs estão colocando a venda seus boxes e os preços variam de R$ 20 mil a R$ 40 mil valores considerados altos em relação as luvas cobradas para se instalar uma loja no Shopping Center da cidade.
O presidente do SINDICOM (Sindicato dos Comerciantes), Valter de Castro disse que a Prefeitura deve regulamentar a atividade comercial dos camelos para que eles paguem impostos da mesma forma que fazem os empresários que estão legais e geram empregos.
Castro não é a favor da continuidade do camelódromo na rodoviária, mas acredita que os camelos têm direito ao trabalho e devem ser respeitados.
“Os camelos vendem mercadorias compradas no Paraguai e concorrem com os comerciantes de forma desleal”, disse o presidente do Sindicom que sugere o dialogo entre camelos e Prefeitura e até mesmo com a participação do Ministério Público para encontrar uma solução para o problema.
O presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Jorge Luis da Silva, disse que a instituição pelo Governo Federal da figura do MEI (Micro Empreendedor Individual) deve ser encarada pelos camelos como uma alternativa para saírem da informalidade.
Jorge disse que o camelódromo da rodoviária foi criado com a complacência dos prefeitos que administraram o município nos últimos vinte anos e tornou-se um problema social.
“Não se deve acabar com o camelódromo pura e simplesmente por que funciona de forma ilegal e precária”, disse presidente da CDL que acredita que é necessário que se encontre uma saída para garantir a sobrevivência das famílias que dependem economicamente do camelódromo.
Na opinião de Jorge o não pode “é vermos o terminal rodoviário um dos mais importantes cartões postais de Dourados poluídos visualmente com os boxes dos camelos construídos de forma precária”.
O jornalista Eleandro Passaia, assessor de comunicação da Prefeitura de Dourados afirmou que não existe nenhum projeto na administração municipal para a retirada dos camelos. Passaia disse que o prefeito Ari Artuzi tem um compromisso com a população mais pobre e de forma alguma vai inviabilizar a sobrevivência dos camelos que são pais de família.
Passa ia acrescentou que a Prefeitura pretende conversar com os camelos para discutir a situação uma vez que os comerciantes informais já podem abrir suas empresas e se legalizarem como micro empreendedores individuais, recolher os impostos e trabalhar com tranqüilidade dentro da lei.
Fonte: Mídia Max



