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Bovespa avança 0,41% com Petrobras e Vale; dólar a R$ 2,44

Economia – 09/12/2008

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra ganhos moderados na jornada de negócios desta sexta-feira, sustentada pela procura por ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas. O mercado acompanha os desdobramentos da crise nos EUA, onde o Congresso pode aprovar um pacote de ajuda bilionária para as montadoras. O câmbio opera com bastante volatilidade e recua para R$ 2,44.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valoriza 0,41% e marca os 38.443 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,28 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York retrai 1,09%.
A ação preferencial da Petrobras, que movimenta cerca de 20% do volume total, avança 3,21%. Outro papel bastante influente, a ação preferencial da Vale, sobe 1,34%.
O dólar comercial é negociado a R$ 2,447 na venda, com recuo de 2,15% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 494 pontos, número 2,91% acima da pontuação anterior.
Entre as principais notícias do dia, o governo brasileiro divulgou uma projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre acima do esperado: o incremento foi de 1,8% sobre o trimestre anterior e de 6,8% na comparação com idêntico período de 2007. Economistas do setor financeiro contavam com um avanço em torno de 6%.
O Banco do Canadá (o banco central local) promoveu um corte em sua taxa básica de juros, para 1,5% ao ano, além de anunciar que o país entrou em recessão. A atual taxa de juros canadense é a menor desde 1958.
A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos) divulgou relatório em que projeta um agravamento da crise nos EUA em 2009. Segundo a organização, a economia da primeira potência mundial ‘provavelmente vai enfraquecer antes de melhorar no fim de 2009’.
A sessão de hoje deve ser marcada pela espera da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que inicia nesta terça-feira a reunião de dois dias em que vai decidir a nova taxa básica de juros do país. A maioria dos economistas do setor financeiro estima que a taxa deve ficar em 13,75% ao ano. Uma corrente minoritária dos economistas, no entanto, não descartava totalmente um corte para 13,50%.

Fonte: Folha Online

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