Além do acréscimo causado pelo ICMS, em breve, os ataques à Venezuela podem aumentar ainda mais o preço nas bombas dos postos
Os bombardeiros em Caracas que resultaram nas capturas do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, podem aumentar ainda mais o valor do combustível.
De acordo com a emissora americana CBS News, Maduro e a esposa foram capturados nesta madrugada de sábado (3), por equipes da Delta Force, uma unidade de elite do exército dos Estados Unidos especializada em contraterrorismo e resgate de reféns.
Nesta madrugada, explosões foram ouvidas em Caracas, acompanhadas por aeronaves que sobrevoavam a capital venezuelana em baixa altitude.
Antes dos bombardeios, já estava previsto um acréscimo no preço do combustível devido ao aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que chegou com duplo impacto aos postos de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o presidente do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de MS), Edson Lazarotto, o reajuste, que deve começar neste sábado (3), é exclusivamente tributário e tende a ser refletido no valor final dos combustíveis, independentemente de outros fatores como preços da Petrobras, margens, fretes ou adição do biocombustível.
A medida acrescenta R$ 0,10 ao valor da gasolina e R$ 0,05 ao do diesel. O aumento cumpre a Lei Complementar nº 192/2022 e foi oficializado pelos Convênios ICMS nº 112/2025 e nº 113/2025 do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
Com os bombardeios na Venezuela, não é descartada a possibilidade de o preço dos combustíveis subir ainda mais nos postos. Lazarotto explica que é um choque geopolítico, o qual afeta o mercado de petróleo.
“O petróleo é definido no mercado internacional com base em oferta e demanda, riscos e expectativas dos investidores. Eventos geopolíticos graves — como conflitos armados, intervenções militares ou instabilidade em países produtores — tendem a elevar a percepção de risco e empurrar os preços do petróleo para cima, em curto prazo. Isso porque operadores de mercado antecipam possíveis reduções na oferta ou interrupções no fornecimento”, disse.
Lazarotto também explica que a Venezuela possui, historicamente, grandes reservas de petróleo (as maiores do mundo), e qualquer turbulência política ou militar pode gerar especulação nos mercados globais, influenciando cotações internacionais do barril.
“Mesmo que hoje a produção venezuelana esteja bem abaixo do potencial histórico, o país ainda é um elemento sensível no equilíbrio global da oferta.”
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação em uma publicação nas redes sociais, informando que Maduro e Cilia Flores foram retirados do país por via aérea.
Trump ressaltou que a ação foi realizada em conjunto com forças de segurança americanas, mas não revelou o destino do casal. Uma coletiva de imprensa para detalhar a operação está marcada para as 13h (horário de Brasília). (Midiamax)

