O julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do núcleo 1 da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado começa na próxima terça-feira (2). Entretanto, nem todos os acusados estarão presentes no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Bolsonaro e os demais réus não são obrigados a comparecer presencialmente no tribunal. Como os acusados estarão sendo representados por seus respectivos advogados, não há necessidades de que eles compareçam no STF.
Até então, não se sabe se Bolsonaro comparecerá ou não ao julgamento. Contudo, a CNN apurou que o tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente, não irá presencialmente. A princípio, o objetivo da falta seria evitar constrangimentos com os demais réus, já que Cid fechou um acordo de delação premiada.
Como será o julgamento de Bolsonaro?
Ao todo, o julgamento durará cinco dias e pode ter até 27 horas de duração. No primeiro dia, que acontece em 2 de setembro, o ministro relator Alexandre de Moraes irá ler o relatório do julgamento. O documento apresentará um panorama das provas reunidas. Não há limite de tempo para essa etapa.
Em sequência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os advogados de defesa dos oito réus poderão se pronunciar. Cada parte terá até uma hora para apresentar a sustentação horal. A única exceção será para o procurador-geral, que terá tempo adicional, já que o julgamento envolve mais de um réu. Entretanto, esse tempo extra precisará ser aprovado pelo presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin.
(Informações RIC Notícias)