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Biasotto precisa de substituto leal na Secretaria de Governo

Eleições 2008 – 08/03/2008

O secretário municipal de Governo Wilson Biasotto tem dois sérios problemas políticos que precisam ser resolvidos ainda neste mês: a oficialização de seu nome como o candidato do PT à Prefeitura de Dourados; e encontrar um substituto de sua extrema confiança com a devida anuência do prefeito Laerte Tetila.
 
            Tudo indica que Biasotto não terá dificuldades de sacramentar seu nome como candidato do PT, pois, segundo ele, já contabiliza apoio de 80% dos filiados, por ter apoio da grande maioria das tendências internas do partido, inclusive, da maior delas, a Democracia Socialista – a DS do grupo do ex-deputado federal João Grandão.
 
            Biasotto disputa a indicação do PT com a vereadora Margarida Gaigher, após as desistências do ex-vice-governador Egon Krackekhe e o presidente da Cassems Lauro Sergio David. Entretanto, a executiva do partido, o prefeito Laerte Tetila e as principais lideranças das tendências discutem o consenso para evitar a realização das prévias.
 
Esse final de semana será decisivo. Se Margarida mantiver seu nome, as prévias serão convocadas já na segunda-feira e o nome oficial do candidato do PT somente será conhecido em 30 de março. Isso é tudo que Biasotto e Tetila não desejam, porque temem uma precoce polarização de pré-candidaturas adversárias.
Paralelamente a esse imbróglio, e cada um com seu poder, Tetila e Biasotto andam esquentando a cabeça para encontrar o nome ideal para assumir a Secretaria de Governo (Segov) a partir de 5 de abril, o prazo final de descompatibilização dos servidores públicos que pretendem disputar as eleições municipais.
 
A Segov é uma pasta da cota pessoal de Tetila e nunca foi incluída na equação de partilha entre as forças internas do PT. Biasotto acompanha atentamente a movimentação das lideranças petistas e os “balões de ensaio” da imprensa. Sabe que seu substituto precisa ter o mesmo perfil dele e que tenha o tino político de não interromper aquilo que construiu nestes 15 meses, principalmente quanto ao relacionamento com a Câmara, imprensa e entidades da sociedade civil organizada.
 
Em conversas reservadas, Tetila admite que precisa acertar na mosca ao definir o substituto de Biasotto. Na avaliação do prefeito a construção de um nome consensual é uma ferramenta importante para apaziguar as disputas internas no partido e assim, fortalecer o candidato petista.
 
O dilema de Tetila é encontrar um nome que tenha tino e experiência política e que tenha habilidade suficiente de distinguir o que é governo e o que é campanha eleitoral. O prefeito sabe que as alternativas são poucas, mas existem.(José Henrique Marques).
 

Fonte: Folha de Dourados

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