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Beira-Mar concorda com audiências no presídio federal

Policial – 11/09/2007

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, concordou com o pedido da Justiça Federal para que os interrogatórios das testemunhas de defesa e acusação sejam ouvidas em audiência dentro do presídio federal, de Campo Grande. Ontem, o advogado Luiz Gustavo Battaglin Maciel, que representa o carioca, protocolou requerimento em que diz que o carioca não se opõe a alternativa proposta.
A alternativa foi apresentada pelo juiz federal Odilon de Oliveira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande. Das 55 testemunhas, 54 moram em Coronel Sapucaia e uma em Amambaí, dois municípios de Mato Grosso do Sul localizados na região de fronteira. Oliveira avaliou que haveria risco de Beira-Mar sofrer atentado, já que ele teria colecionado vários inimigos na área, por conta da guerra pelo controle do narcotráfico.
Além do risco, o juiz levou em conta ainda o alto custo para levar Fernandinho Beira-Mar para a fronteira para ouvir os depoimentos e o aparto que seria necessário para isso, com mobilização da Polícia Federal, agentes do Departamento Nacional Penitenciário e até do Exército, como se chegou a cogitar, para garantir a segurança das testemunhas, do magistrado e advogados.
O advogado Luiz Gustavo Battaglin disse que a defesa não se opõe ao pedido do juiz. “Quanto mais difícil para que as testemunhas de acusação compareçam, melhor para a defesa”, comentou, já que nenhum dos interrogados mora em Campo Grande. A Justiça Federal ainda aguarda resposta do Ministéro Público Federal (MPF) sobre a mudança. O ofício do juiz foi encaminhado ao MPF no dia 4 de setembro, sendo devolvido no dia seguinte pelos procuradores, que pediram mais documentos sobre o caso antes de emitir opinião.
Na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, Luiz Fernando da Costa responde a processo por lavagem de dinheiro. Quando foi preso no dia 19 de abril de 2001, em Marandua, Departamento de Vichada, na Colômbia, os policiais encontraram com Beira-Mar uma agenda contendo uma lista de nomes de empresários de Coronel Sapucaia e Amambai, contendo números de contas bancárias. Para o Ministério Público Federal (MPF), isso é um indício de lavagem de dinheiro.
Inicialmente, o magistrado tencionava ouvir as 55 testemunhas na cidade de Amambai, região sul do Estado. Os interrogatórios teriam que contar com forte esquema de policiais, por conta da disposição de Fernandinho Beira-Mar de assistir os depoimentos, prerrogativa do réu. Beira-Mar foi transferido para o presídio federal de Campo Grande no dia 25 de junho.

Fonte: TV Morena

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