Nesta quarta-feira, uma mulher, identificada como Giovanna Chiquinelli Marcatto, de 26 anos, foi presa suspeita de matar envenenado seu filho, Dante Chiquinelli Marcatto, de apenas seis meses. Para isso, como consta em registros da polícia, ela teria amassado banana com raticida e dado o alimento contaminado à criança, que morreu cerca de três horas depois.
A motivação para o crime é investigada pelo 70º Distrito Policial (Vila Ema), que viabilizou a prisão temporária da tatuadora. Em audiência de custódia, nesta quinta-feira (28), a Justiça determinou a manutenção do encarceramento da suspeita — que nega o crime.
Dante morreu logo após a mãe levá-lo ao Hospital Estadual da Vila Alpina, no dia 26 passado, sob a alegação de que o “filho não aparentava estar bem”. O caso foi registrado como “morte suspeita” pelo 70º DP (Vila Ema).
Segundo informações do To0pMídia News, o corpo do bebê foi então submetido a exame necroscópico, que constatou partículas de raticida no organismo do mesmo, “indicando que a morte foi provocada por envenenamento”.
O legista responsável pela avaliação, como consta em relatório policial obtido pela reportagem, ainda destacou que a ingestão do veneno de rato ocorreu cerca de três horas antes de Dante morrer. Esse foi o mesmo momento em que a tatuadora deu banana amassada para o filho, como ela mesma teria admitido.
A suspeita de que o veneno não foi ingerido acidentalmente constatou-se pela grande quantidade da substância tóxica encontrada nas vísceras do bebê. O produto, segundo o registro do 70º DP, contém substância “amargante”, que age com o intuito de impedir a ingestão acidental por crianças.
Compra e foto
Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que a tatuadora comprou o veneno de rato — por volta das 15h30 do último dia 25 — em um petshop, na região da Vila Independência, onde morava sozinha com o filho.
O veneno foi usado no dia seguinte e, pouco antes disso, Giovana fotografou com o celular o bebê, que aparece sorrindo nos registros.
Com base nas imagens e no exame necroscópico, o 70º DP solicitou a prisão temporária de 30 dias da tatuadora, medida acatada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Ela foi indiciada por homicídio qualificado e seria submetida a uma audiência de custódia, na tarde desta quinta-feira (28). A defesa da tatuadora não foi localizada.
O corpo de Dante foi velado e cremado na quarta-feira (27), no cemitério da Vila Alpina. (M.E)