Um bebê indígena, de 1 ano, da etnia Kaxinawá morreu, na última sexta-feira (6) após cair de uma rede. No hospital, o médico encontrou hematomas no corpo e acionou a Polícia Civil e a perícia para investigar a morte.
Sem Instituto Médico Legal (IML) na cidade, o corpo da criança foi armazenado em uma caixa térmica com gelo na delegacia enquanto aguardava a chega de um médico legista de Rio Branco. O acesso à cidade de Santa Rosa do Purus é feito apenas por barco ou avião.
“Fizeram os cuidados necessários, colocaram gelo para manter o corpo da criança até a chegada da perícia. A família quer fazer o sepultamento, mas o corpo está na delegacia armazenado de acordo com o que o médico pediu. Está dentro de uma caixa térmica, colocaram gelo e cuidaram para que o não tenha contato com a água. É a forma que tem de armazenamento lá”, confirmou ao g1 o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Purus (Dsei), Evangelista da Silva de Araújo Apurinã.
O delegado Thiago Parente disse que o legista confirmou que não houve maus-tratos e que a morte do bebê ocorreu por conta de uma queda acidental. O corpo da criança foi liberado para sepultamento.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que foi solicitada a ida de uma equipe de legistas na noite dessa sexta. Na manhã deste sábado (7), uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) pousou na cidade com os profissionais.
O coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Júnior Manchineri, confirmou que chefia da Unidade Técnica Local de Santa Rosa do Purus acompanha o caso para garantir que todos os direitos dos indígenas sejam preservados. (Informações g1)

