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Baldasso entrega cargo e critica Saúde

Dourados – 17/10/2009

 
Clínico dispara críticas à forma como setor é administrado; ele passa presidência da associação à nefrologista

Saúde recebe R$ 140 mi/ano, suficientes para bancar setor, diz Baldasso
 

Flávio Verão
 
A Associação Médica da Grande Dourados (AMGD) terá, a partir de hoje, novo presidente. Deixa o cargo, depois de dois mandatos consecutivos, o clínico geral Jorge Luiz Baldasso, que em passagem pela redação do O PROGRESSO, disparou críticas ao setor de Saúde.
No lugar dele, assume a presidência, o médico nefrologista Antônio Pedro Bittencourt, coordenador do setor de transplante do Hospital Universitário de Dourados (HU) e coordenador do Projeto Assistencial Interdisciplinar (PAI), que trabalha com os pacientes transplantados. A posse será realizada a partir das 19h, durante jantar de confraternização na sede da Associação, localizada próxima ao HU. O mandato é de dois anos. 
O atual presidente da Associação fará a entrega da comenda “São Lucas” ao ginecologista e obstetra Antônio Albuquerque Maranhão, pelo relevante trabalho realizado à sociedade. A comenda é entregue a um médico a cada dois anos. 
A Associação Médica foi fundada em Dourados em 23 de julho de 1970. Neste período já teve 15 presidentes, com 19 diretorias. Atualmente conta com 240 sócios. São Lucas, um dos quatro evangelistas do Novo Testamento, é o patrono da categoria.
DESAFIOS

A Associação Médica da Grande Dourados é uma das instituições organizadas que está à frente de discussões políticas sociais com o governo municipal. Além de lutar por melhorias da categoria (salário e condições de trabalho) mantém atuação como fiscalizador da saúde e de busca por investimentos no setor, a fim de melhorar o atendimento da população.
Jorge Luiz Baldasso, que sempre fez duras críticas sob a forma com que a saúde é administrada, disse que um dos grandes problemas do setor é que ele sempre foi utilizado para fins eleitorais. “Somente na campanha que eles [candidatos] aparecem com bons projetos. Depois de eleitos a situação é outra”, dispara.
De acordo com o médico, os recursos anual da saúde douradense é suficiente  para “bancar” plano privado para cada cidadão do município. “Trata-se de um problema de gestão porque os recursos são suficientes”, garante Baldasso. Estima-se que a saúde recebe mais de R$ 140 milhões por ano.
Outro grande entrave apontado por ele é o “troca-troca” de secretário de saúde. Em menos de seis meses de administração de Ari Artuzi, Dourados está atualmente com o terceiro secretário. Com o atual, Mário Eduardo Rocha, teve até especulações de que ele teria pedido ao prefeito para se desligar da Secretaria. O fato foi negado. A troca de secretário prejudica, segundo Baldasso, os projetos iniciados pelo antigo gestor da saúde. Quem perde com isso é a população.

Fonte: Douradosagora

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