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Avião da TAM tinha defeito e teve problema em Congonhas

Voo 3054 – 20/07/2007

O Airbus A320 da TAM que explodiu no pior acidente aéreo do país na última terça-feira estava com um defeito no reversor da turbina direita desde o dia 13, noticiou nesta quinta-feira o Jornal Nacional, da TV Globo.
O telejornal disse ainda ter apurado que o mesmo avião teve problemas para aterrissar em Congonhas um dia antes do acidente, num vôo vindo de Belo Horizonte, só parando no limite da pista.
O comandante do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo, Carlos Minelli de Sá, segundo o JN, confirmou que o avião da TAM teria feito um ‘pouso difícil’ em Congonhas na segunda-feira. Segundo o telejornal, Sá disse que o registro feito pelo piloto do vôo à torre de controle do aeroporto alertava para a pista escorregadia.
O vice-presidente técnico da TAM, Ruy Amparo, disse ao JN que não houve ‘nenhum reporte de problemas com a máquina, o avião’ no pouso de segunda-feira.
Em relação ao reversor da turbina, o telejornal informou que o problema havia sido detectado pelo sistema eletrônico de checagem da própria aeronave, mas que ela continuou a voar nos dias seguintes, com o reversor direito desligado.
Amaro disse que os manuais do fabricante do avião, a Airbus, afirmam que o problema não representa nenhuma alteração no desempenho da aeronave em pista, a não ser quando elas estão muito ‘contaminadas’, ou seja, com chuva muito forte. Na hora do desastre chovia em São Paulo, mas não havia declaração de chuva intensa.
A questão sobre o reversor veio à tona, sem maiores detalhes, já na quarta-feira, durante entrevista à imprensa concedida por executivos da TAM para comentar o acidente.
‘Nós estávamos com um dos reversores travados porque o Airbus, como é muito digital, ao menor sinal de problema para o piloto a gente tem um procedimento de inibir um sistema que pode não funcionar’, disse Amparo na ocasião. ‘Este reversor não era requerido para este pouso.’
Na mesma entrevista, o presidente da empresa, Marco Antonio Bologna, afirmou que o avião acidentado ‘estava em perfeitas condições de manutenção e de aerogovernabilidade e de operação’.
Na terça-feira, fazendo o vôo 3054 com origem em Porto Alegre, o avião Airbus falhou na tentativa de pouso, passou por cima de uma avenida e explodiu ao se chocar contra prédios do outro lado da cabeceira da pista de Congonhas. Sem números oficiais finais, as estimativas atuais são de que o desastre causou a morte de cerca de 190 pessoas.
Em nota, a TAM reiterou que o reversor de seu Airbus ‘foi desativado em condições previstas pelos manuais de manutenção da fabricante Airbus e aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)’.
A nota repete ainda que ‘o procedimento não configura qualquer obstáculo ao pouso da aeronave’.
 

Fonte: Reuters

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