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Aviador brasileiro que morreu em colisão tinha ordem de captura

Geral – 12/06/2009

Morto na noite de terça-feira (09), ao perder o controle de sua aeronave e colidir com o solo a cerca de mil metros da cabeceira da pista do Aeroporto Internacional Guaraní, a 30 quilômetros da Ponte da Amizade, o aviador e fazendeiro brasileiro, Clevio Fernando de Gásperi, tinha ordem de captura internacional.
Clevio ou Cledio, como foi identificado inicialmente, retornava de uma viagem à região do Chaco, onde possui uma estância, e encontrava-se sozinho no avião bimotor no momento do acidente. Do interior da aeronave em chamas, bombeiros resgataram uma maleta contendo documentos e US$ 10 mil em dinheiro.
As causas do sinistro devem ser esclarecidas oficialmente dentro dos próximos 30 dias, porém, a hipótese mais concreta manejada até o momento é de falha mecânica na aeronave, uma vez que o brasileiro era considerado um piloto experiente e não havia condição meteorológica adversa no horário da queda.
O que mais chama a atenção nas informações publicadas pela imprensa paraguaia, no entanto, é o tocante à vida particular do pecuarista, que de acordo com o Diário Vanguardia, apesar de viver uma vida respeitável no Paraguai, tinha um passado negro com a justiça de outros países.
Assim, o referido jornal revela que, enquanto residia tranquilamente em uma luxuosa mansão do Paraná Country Club, de Hernandarias, Gásperi era procurado pela justiça do Brasil por crimes como sonegação de impostos e suposta associação ao narcotráfico e, dos Estados Unidos, por sonegação de impostos.
Tais informações são confirmadas, em parte, por outras publicadas por jornais e sites de notícias da região de Rio Claro (SP), de onde o aviador era oriundo. Segundo o Canal Rio Claro, por exemplo, Gásperi foi um dos 53 detidos pela Polícia Federal (PF) durante a “Operação Plata” e respondia a mais de 20 inquéritos.
No Paraguai, no entanto, o brasileiro não contava com nenhum tipo de complicações judiciais, figurando, também, como proprietário da Importadora TW Cargo SA. Idalino Bianconi, comandante da Polícia Nacional na fronteira, disse jamais ter recebido notificação sobre os antecedentes internacionais do agora falecido.

Fonte: Sopa Brasiguaia

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