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Assédio de André e Zeca já divide os pedetistas

Política – 18/04/2009

O PDT enfrenta hoje a mesma situação vivida pelos petistas em Mato Grosso do Sul: dividido, ainda não sabe que rumo segue para enfrentar as disputas eleitorais do ano que vem.
Pelo menos é o que deixou a entender as principais lideranças do partido ouvidas  pelo Midiamax, durante o III Encontro Estadual do PDT, realizado no auditório Albano Franco, na manhã de ontem. 
Uns admitem uma composição com o PT; já outros repudiam a idéia e têm queda pelo PMDB.
A declaração do presidente regional do partido, João Leite Schimidt, resume a intenção política de seus parceiros pedetistas. “Gostamos da idéia de se unir ao PT, mas agora não temos como definir isso, é cedo demais e o assunto tem de ser debatido. O problema maior do PT é esse: afinal, hoje quem manda no PT?”.
Já o deputado federal Dagoberto Nogueira, é o mais entusiasmado com a ideia de se juntar aos petistas. O parlamentar ambiciona a candidatura ao Senado e, nesta semana, se empolgou com o convite do ex-governador Zeca do PT, que disse que o quer num mesmo palanque.
“Claro que quero isso [candidatura ao Senado]. Agora, logicamente que preciso do apoio de meu partido, é ele que vai definir isso”.
O deputado Ari Rigo, mostrou-se comedido quanto à proposta de Zeca: “Hoje não temos preferência por esse ou aquele partido, acho que as articulações políticas devem acontecer, claro, mas a partir de janeiro do ano que vem”.
O prefeito da segunda maior economia estadual, Ari Artuzi, disse que Dourados precisa agora de obras, e não de política.
Na eleição de outubro, ele não contou com o apoio do André Puccinelli, do PMDB, mas isso não o afastou do governador. “Precisamos de um anel viário, de UTis, e ele [Puccinelli] prometeu essas obras. É disso que precisamos”, disse o prefeito, deixando a entender que não é intenção sua em entrar no jogo que prepara a disputa eleitoral.
“Política começa no ano que vem”, disse ele, sem revelar sua preferência se por Puccinelli ou Zeca do PT.
O deputado estadual José Ivan de Almeida, o coronel Ivan, tem uma posição ambígua quanto às alianças debatidas. Ele acha que Puccinelli é um “bom administrador”, mas sem carisma. Para o parlamentar, o governador teria mudar o comportamento para atrair mais apoios.
Já quanto ao ex-governador, o coronel Ivan, tem essa impressão: “o que falta em Puccinelli, sobra em Zeca”. “É por isso que ele [Zeca] é querido, tem esse ‘lado’ humano que Puccinelli não tem”. Coronel Ivan não quis, contudo, revelar sua preferência por pacto. “Vamos trabalhar agora o fortalecimento de nosso partido, depois discutimos isso”.
O discurso do vereador Loester Nunes, presidente municipal do PDT, expõe mais o racha entre os caciques do partido quando o assunto tratado é a construção das alianças.

Fonte: Midiamax

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