Artuzi fala em perseguição e PMDB alega interesse pessoal
Política – 13/02/2008
Teve início na tarde desta quarta-feira (13 de fevereiro) a tomada de depoimentos de testemunhas no caso onde o deputado estadual Ari Artuzi é acusado de infidelidade partidária, por ter trocado o PMDB pelo PDT. Enquanto o parlamentar acusa o antigo partido de perseguição política, os peemedebistas afirmam que a migração para o PDT teve apenas fundamento pessoal – uma vez que Artuzi se coloca como pré-candidato a prefeito de Dourados, projeto que encontraria entraves para ser concluído no PMDB.
O deputado pedetista argumenta que Marçal Filho, ciente da sua densidade eleitoral, procurou inviabilizar sua candidatura à prefeito, inclusive fomentando o ingresso de Geraldo Resende no PMDB – também para pleitear a prefeitura. “Se o Geraldo ganha, o Marçal vai para Brasília”, acusou. Assim sua linha de defesa é baseada em dois pontos da interpretação feita pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre a fidelidade partidária.
A defesa dos peemedebistas, por sua vez, irá oxigenar o interesse puramente político de Artuzi em deixar o partido. Esacheu Nascimento, advogado do partido, afirmou que irá evocar a legalidade da resolução do TSE na interpretação das leis Eleitoral e Orgânica dos Partidos. “Nossa representação é formal”, salientou.
Nascimento sustenta que as alegações de Artuzi não são consistentes, uma vez que “os documentos partidários assinados por ele comprovam o contrário. Ele detinha 40% do controle do PMDB de Dourados, e tinha 40 pessoas no PMDB Mulher. Ou seja, detinha o controle absoluto do partido”, disse. Ao mesmo tempo, o advogado destacou que o partido sempre sustentou que o seu candidato a prefeito de Dourados dependeria de indicação do partido, o que desagradaria o deputado.
Defesa – O deputado estadual Pedro Kemp informou que repassaria à Justiça Eleitoral as informações que ouvia de Artuzi na Assembléia. Dentro do plenário, ele se sentava atrás do pedetista, e por isso ambos conversavam com certa freqüência. “Ele se dizia perseguido, alegava movimento para não ser candidato do PMDB e se sentia motivo de chacota”, declarou.
“Ele afirmava não ter espaço no partido. Vejo que houve preconceito porque ele é uma pessoa humilde e não era levado a sério”, prosseguiu Kemp. Já Marcos Trad disse que, em reunião do PMDB, viu André Puccinelli se referir a Artuzi como “animal de pêlo curto. Todos riram, inclusive o Artuzi”. Questionado sobre o fato de depor a favor do deputado pedetista e contra seu partido, Trad foi enfático. “Estou contribuindo como PMDB por vir até aqui dizer a verdade”. O caso está sob análise do juiz eleitoral Dalton Igor Kita Conrado. (Com informações do site Campo Grande News).
Fonte: Folha de Dourados



