Artesanato movimenta os distritos de Dourados
Dourados – 27/12/2009
Quem passa pela BR-163, em Dourados, não deixa de se encantar com a beleza do artesanato exibido em estandes à beira da estrada. Com suas variedades, cores e formatos, a produção retrata a cultura do Estado. São tuiuiús, tucanos, onças, e uma infinidade de bichos de madeira, móveis, entre outros trabalhos confeccionados por artesões locais, que atraem os turistas. A maioria está concentrava na Vila São Pedro, Sapé, e Vargas.
Além de beleza, a prática que surgiu junto com as vilas, gera emprego, renda e profissionalização. Na Vila São Pedro, por exemplo, as famílias vivem do artesanato em madeira. O comércio na área central é todo voltado para isto.
São cadeiras, mesas, balanças, brinquedos, quadros, tábuas e enfeites fabricados em Dourados e revendidos em Coxim, Coronel Sapucaia, cidades de Mato Grosso e Goiás. São 20 as lojas de venda e cinco as fábricas. Cada uma dessas revendas lucra em média de R$ 6 mil a R$ 8 mil por mês com a atividade; injetando pelo menos R$ 96 mil por ano na economia douradense.
O setor envolve toda a família e ainda gera cerca de 180 empregos diretos no local. De acordo com o marceneiro João Rosemar Attirner, a maior procura, é por tábuas de madeira para churrasco, a preços que variam de R$ 10 a R$ 110 dependendo do tamanho.
Outra opção de presente é o quadro de madeira em relevo. De diversos formatos e tamanhos, eles chamam a atenção. De acordo com o artesão Roque Luiz Batti, os preços são variados, a partir de R$ 25. Roque está no mercado há 20 anos. Ele aprendeu as técnicas no Rio Grande do Sul, onde morava, mas somente em Dourados começou a produzir.
“Tenho o trabalho como uma terapia. A mente fica saudável e é muito gratificante receber o reconhecimento do público. Mais do que uma arte, o trabalho é uma verdadeira paixão”, conta.
Como nem tudo “são flores”, o setor ainda precisa melhorar em alguns aspectos. Para o artesão Rubens Brignoni, fator que enfraquece o comércio local é a falta de campanhas de divulgação por parte do poder público. “É nosso principal entrave. Muitas pessoas não sabem que aqui em Dourados existem ótimas opções para presentear e gerar renda. Hoje, temos muitas pessoas que buscam os materiais e revendem em várias cidades Brasil a fora”, conta.
Fonte: Dourados Agora



