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Área com seca em MS cai quase pela metade e Dourados registra 194,6 mm de chuva em setembro

Redação –

A área afetada pela seca em Mato Grosso do Sul caiu quase pela metade entre agosto e setembro de 2026, passando de 23% para 12% do território estadual. A redução ocorreu após um mês de chuvas acima da média histórica em diversas regiões, incluindo Dourados, que registrou 194,6 milímetros de precipitação no período.

Os dados do Monitor de Secas, divulgados nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), mostram que o fenômeno perdeu intensidade no Estado. Em setembro, Mato Grosso do Sul deixou de apresentar seca moderada e passou a registrar apenas seca fraca, enquanto 88% do território ficou livre do fenômeno.

Essa foi a segunda redução mensal consecutiva. Em julho, a seca atingia 34% da área estadual. Em agosto, o percentual caiu para 23%, mas a categoria moderada ainda abrangia 12% do território. Em setembro, além da diminuição da área afetada, houve melhora na intensidade do fenômeno.

Com o resultado, Mato Grosso do Sul apresentou uma das condições mais favoráveis de seca no Centro-Oeste, dividindo com Mato Grosso o menor percentual de território atingido na região.

Chuvas acima da média em Dourados e outras cidades

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), setembro teve volumes de chuva acima da média histórica em diferentes regiões do Estado, especialmente no centro, sul, leste, sudeste e sudoeste.

Entre os maiores acumulados registrados estão Anaurilândia, com 223,6 milímetros; Itaporã, com 200 milímetros; e Dourados, com 194,6 milímetros.

Em Campo Grande, o volume de chuva também chamou a atenção: a precipitação registrada em setembro foi quase três vezes superior à média histórica para o mês.

El Niño mantém alerta para os próximos meses

Apesar da melhora no cenário da seca, a influência do El Niño continua sendo monitorada. O fenômeno pode provocar mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas, com impactos distintos dependendo da região e do período.

Especialistas alertam que a intensificação do El Niño pode atrasar o retorno regular das chuvas em determinadas áreas e prolongar o período crítico de incêndios florestais. Por outro lado, o fenômeno também pode contribuir para volumes elevados de precipitação e episódios de temporais.

Para outubro, novembro e dezembro, o boletim do Cemtec indica tendência de chuvas acima da média em Mato Grosso do Sul. A previsão também aponta temperaturas elevadas e possibilidade de tempestades mais intensas.

A redução da área afetada pela seca representa uma melhora nas condições climáticas do Estado, mas o comportamento das chuvas nos próximos meses será importante para determinar se essa tendência de recuperação será mantida.

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