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Após pancadaria, gerente de funerária fala em prejuízo de R$ 80 mil e nega irregularidades

O gerente de uma funerária envolvida em uma confusão que terminou em agressões em Nova Serrana, a 123km de Belo Horizonte apresentou sua versão sobre o caso que repercutiu nas redes sociais nesta semana. Segundo Wagner Rocha, não houve cobrança indevida e a situação foi motivada por um desacordo sobre serviços fora do contrato.

“Somos uma empresa familiar. Nunca passamos por algo assim com cliente”, afirmou. Ele também disse temer represálias após a divulgação dos vídeos da briga.

Versão da funerária
De acordo com Wagner, o primeiro contato da família ocorreu por volta das 3h50 da madrugada, após a liberação do corpo no hospital. Ele afirma que, nesse momento, foi perguntado aos familiares sobre o horário do velório, e a opção teria sido pela realização à tarde.

Ainda segundo o gerente, o plano funerário contratado pela família é básico, firmado em 2015, e já havia sido utilizado anteriormente sem questionamentos.

Wagner também afirmou que alguns serviços, como a preparação do corpo, não estavam incluídos no contrato. “Nós avisamos isso desde o início”, disse. Sobre a escolha da urna, ele nega que tenha havido imposição de modelo mais caro.

“Não houve história de urna maior. Eles quiseram uma urna de luxo, que não estava prevista no contrato. A urna padrão já era suficiente”, declarou.

O gerente também alegou que um funcionário de uma funerária concorrente teria influenciado a família durante o atendimento. “Estavam fazendo a cabeça deles”, disse.

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Wagner afirma que a situação saiu do controle quando um familiar tentou acessar uma área restrita do estabelecimento. “Quando mostramos o contrato, ele tentou entrar em um local não autorizado. Estava alterado e tentamos conter”, relatou.

Segundo ele, o homem teria partido para confronto. “Ele veio na minha direção, apontou o dedo na minha cara. Eu comecei a filmar, e ele tomou o celular da minha mão”, disse.

Prejuízos e lesões
O gerente afirma que a funerária teve um prejuízo estimado em cerca de R$ 80 mil, incluindo danos a urnas, portas e ao mostruário. “Mas o maior prejuízo são os clientes que estamos perdendo por causa das mentiras que estão sendo contadas”, declarou.

Ele também disse ter sofrido ferimentos durante a briga, com lesões no rosto, ouvido, braços, costas e pescoço, e informou que realizou exame de corpo de delito.

Versão da família
A filha do homem que morreu afirmou que o corpo foi liberado pelo hospital durante a madrugada, mas só começou a ser preparado horas depois. Segundo ela, ao chegar à funerária, a família escolheu uma urna indicada por um funcionário, que inicialmente confirmou o valor do serviço.

No entanto, após contatos com o dono do estabelecimento, o preço teria sido alterado, com a justificativa de que seria necessário utilizar uma urna maior, elevando o custo total. A família afirma que não concordou com a cobrança.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Minas Gerais.

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