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Após 8 meses da prisão, conselheiro tutelar suspeito de importunar sexualmente adolescente é afastado

O conselheiro tutelar Juliel Rodrigues Lima, preso em agosto do ano passado por importunar sexualmente uma adolescente de 14 anos, foi afastado das funções apenas na segunda-feira (27), oito meses após a prisão. O suspeito exercia o cargo de conselheiro suplente no 1º Conselho Tutelar de Rio Branco.

O afastamento foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Na mesma publicação, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Rio Branco (CMDCA) convocou outro conselheiro para assumir a vaga.

Juliel foi preso no dia 20 de agosto do ano passado na sede do 1º Conselho Tutelar, no bairro Bela Vista. Ele acabou solto no dia seguinte durante audiência de custódia. A vítima, segundo a polícia, tinha 14 anos e era vizinha do suspeito.

Em nota ao g1, a defesa do conselheiro afirmou que ele ‘nega veementemente as acusações e que tratam-se de alegações que ainda carecem de qualquer sustentação probatória robusta no âmbito do devido processo legal’.

Sobre o afastamento, a defesa disse que o cliente acatou a decisão administrativa com serenidade, contudo, ‘não constitui, sob qualquer hipótese, uma assunção de culpa ou condenação antecipada, mas sim um procedimento para assegurar a transparência e a lisura das investigações administrativas’.

Relembre o caso
A adolescente relatou à mãe que o homem enviava mensagens de teor sexual e que chegou a tocar em suas pernas. Conforme a polícia, a vítima também disse que o suspeito pedia selfies e a chamava para sair.

Ele teve a prisão preventiva decretada e foi levado à Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente Vítima (Decav).

Na época, à Rede Amazônica Acre, o 1º Conselho Tutelar de Rio Branco confirmou que a prisão ocorreu no momento em que o integrante estava no local e que estavam se informando sobre o caso para se manifestar.

A defesa do conselheiro confirmou que ele aguarda o julgamento em liberdade. O caso segue na Justiça após o Ministério Público Estadual (MP-AC) oferecer denúncia contra o suspeito.

(Informações g1)

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