Juliel Batista –
Na tarde de sábado, 25 de abril, o estúdio da Folha de Dourados recebeu o advogado e vereador por Rio Brilhante, Davêrson Matos (PL), que se coloca como pré-candidato a deputado estadual nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Juliel Batista e abordou desde a trajetória política do parlamentar até suas projeções para o cenário eleitoral.
Durante a conversa, Davêrson destacou o apoio recebido do deputado federal Nikolas Ferreira, figura de destaque no campo conservador nacional. O vereador relatou como o vínculo com o parlamentar mineiro surgiu a partir de iniciativas de formação política voltadas a jovens de direita e como isso impactou sua entrada e atuação na política institucional.
Outro ponto central da entrevista foi o papel do movimento estudantil na formação política de Davêrson, especialmente a partir de 2015, período marcado por intensas mobilizações no país, como o Impeachment de Dilma Rousseff. Segundo ele, esse momento foi determinante para o desenvolvimento de seu pensamento crítico e engajamento ideológico.
A atuação de cristãos na política também foi tema recorrente. O vereador defendeu maior participação desse grupo nos espaços de poder, argumentando que houve, ao longo dos anos, uma omissão que permitiu o avanço de outras correntes ideológicas. Para ele, há atualmente um movimento de retomada desses espaços por uma nova geração.
Por fim, Davêrson comentou sobre os desafios de disputar uma eleição estadual sendo vereador de primeiro mandato e ressaltou que sua pré-candidatura está ligada a um propósito político e ideológico, mais do que a interesses pessoais ou financeiros.
Leia a seguir, a entrevista de Davêrson Matos a Juliel Batista.
Folha de Dourados – Como você recebeu o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira à sua pré-candidatura?
Davêrson Matos: Fiquei muito surpreso. Tudo é uma construção. Desde quando escolhi o PL, já alinhado com bandeiras como defesa da vida, liberdade e valores conservadores. O Nikolas já era uma referência para mim e esse apoio veio como uma confirmação de propósito.
O Nicolas já era uma referência para mim e esse apoio veio como uma confirmação de propósito.
Como surgiu esse vínculo com ele?
Através de um curso da plataforma Destra, voltado à formação de jovens cristãos na política. Depois, fui selecionado para um grupo chamado “100 do Nicolas”, com pessoas do Brasil todo. Participamos de uma imersão em Brasília, o que fortaleceu essa conexão.
fui selecionado para um grupo chamado “100 do Nikolas”, com pessoas do Brasil todo.

E qual foi o impacto disso na sua eleição como vereador?
Foi muito importante. Fui o vereador mais votado da direita em Rio Brilhante, com 711 votos, mesmo sem estrutura política ou vínculo com a administração pública. Isso mostrou que havia espaço para esse tipo de posicionamento.
Fui o vereador mais votado da direita em Rio Brilhante, com 711 votos, mesmo sem estrutura política ou vínculo com a administração pública.
Você citou 2015 como um marco. Por quê?
Foi quando desenvolvi meu senso crítico. Participei de movimentos estudantis, debates políticos e acompanhei de perto o cenário que levou ao impeachment. Ali comecei a me posicionar mais firmemente.
Participei de movimentos estudantis, debates políticos e acompanhei de perto o cenário que levou ao impeachment.
Como foi sua atuação no movimento estudantil?
Participei do diretório acadêmico de Direito, promovendo debates e incentivando o engajamento político dos estudantes. Também organizamos ações e até viagens para acompanhar votações importantes em Brasília.
Participei do diretório acadêmico de Direito, promovendo debates e incentivando o engajamento político dos estudantes.
Você defende maior participação de cristãos na política. Por quê?
Porque houve uma omissão. Muitos cristãos se afastaram da política, e isso abriu espaço para outras ideologias. Hoje vemos uma retomada, com pessoas mais jovens se posicionando e ocupando esses espaços.
Muitos cristãos se afastaram da política, e isso abriu espaço para outras ideologias.
Mas já existe uma bancada cristã forte no Congresso. Como você avalia isso?
Sim, existem representantes, e precisamos reconhecer isso. Mas ainda há muito espaço para ampliar essa representação, principalmente com uma nova geração mais engajada e preparada.
Sim, existem representantes, e precisamos reconhecer isso.
O que te motiva a disputar uma eleição estadual sendo vereador de primeiro mandato?
Não é uma decisão baseada em carreira ou dinheiro. Na advocacia eu teria mais estabilidade. Mas vejo isso como um propósito. Acredito que fui chamado para atuar na política e defender aquilo em que acredito.
Acredito que fui chamado para atuar na política e defender aquilo em que acredito.
Como você enxerga o cenário eleitoral dentro do seu partido, que tem nomes fortes?
É um cenário competitivo, sem dúvida. Mas acredito que há espaço para novas lideranças. O importante é apresentar um trabalho coerente, com princípios e conexão com a população.
Mas acredito que há espaço para novas lideranças.
Para conferir todos os detalhes da conversa, o leitor e espectador da Folha de Dourados poderá acompanhar, ao longo da semana, a entrevista completa com o vereador, que será disponibilizada na íntegra nas plataformas do veículo.





