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Anvisa autoriza Mounjaro para diabetes tipo 2 em adolescentes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da tirzepatida para o tratamento da diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes no Brasil. O medicamento, comercializado com o nome Mounjaro, agora pode ser prescrito para pacientes entre 10 e 17 anos.

Até então, o remédio estava liberado apenas para adultos com a doença e também vinha sendo utilizado em alguns casos para controle de peso. Com a nova autorização, médicos passam a ter mais uma opção terapêutica para pacientes mais jovens quando outras abordagens não conseguem controlar adequadamente a glicemia.

A tirzepatida pertence a uma classe de medicamentos que atua sobre hormônios envolvidos no controle da glicose e do apetite. Esses fármacos estimulam receptores ligados aos hormônios GIP e GLP-1, ajudando a reduzir os níveis de açúcar no sangue e podendo contribuir para a diminuição do peso corporal em alguns pacientes.Play Video

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O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas

A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo
Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal
O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais
Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta

Diabetes tipo 2 em jovens

A decisão também reflete a preocupação com o crescimento de casos da doença entre adolescentes. Estimativas indicam que cerca de 213 mil jovens convivem com diabetes no país, além de mais de 1,4 milhão que apresentam quadro de pré-diabetes.

Mesmo com a autorização, o tratamento precisa ser avaliado caso a caso. Por envolver pacientes em fase de crescimento, a indicação deve ser acompanhada por profissionais especializados e integrada a outras medidas, como alimentação equilibrada e prática de atividade física.

A aprovação do novo uso da tirzepatida foi baseada em um estudo clínico internacional de fase 3 divulgado na revista científica Lancet. Os resultados indicaram que o perfil de segurança em crianças e adolescentes foi semelhante ao observado em adultos.

Entre os efeitos adversos mais relatados estão sintomas gastrointestinais, como náusea, diarreia e vômito. Em geral, essas reações foram classificadas como leves a moderadas e ocorreram com maior frequência no início do tratamento. O estudo não registrou episódios de hipoglicemia grave entre os participantes.

(Informações Metrópoles)

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