Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Dourados 24 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

André e Zeca têm até junho para ganhar PDT

Política – 25/09/2009

Com o discurso de que os membros do partido é quem decidem os rumos para 2010 e que não abre negociação mesmo que o governador André Puccinelli (PMDB) ofereça cargos no 1º escalão, o PDT de João Leite Schimidt (presidente regional), Dagoberto Nogueira (deputado federal), Ary Rigo (deputado estadual), coronel José Ivan (deputado estadual), Onevam de Matos (deputado estadual) e Paulo Pedra (vereador) e seus filiados têm até o dia 31 de junho de 2010 para decidirem ao lado de quem a sigla seguirá nas eleições.
De um lado, Schimidt assume as rédeas da sigla e manda recado ao governador de que quem manda no PDT são os brizolistas. Do outro, sinaliza ao amigo pessoal, Zeca do PT, que as regras do jogo começam a ser colocadas em caso de uma aliança.
Schimidt salienta que daqui para frente o papel dele é buscar o equilíbrio da sigla e que Dagoberto Nogueira segue como candidato ao Senado e peça chave para as definições futuras.
“Aliança em Mato Grosso do Sul passa pelo Dagoberto. A palavra dele tem força. Se for para caminhar com o André, vamos caminhar. Se fora para caminhar com o Zeca ou com a Marisa vamos decidir e temos até o dia 31 de junho para isso”, frisa o estrategista Schimidt.
Suposições
Como a política é dinâmica, Dagoberto Nogueira diz de bate pronto que na hipótese de Zeca do PT, candidato da preferência dele e de Schimidt, recuar e desistir do jogo nos últimos segundo para o fim do segundo tempo, ele colocará seu nome para disputar o governo do Estado pelo PDT.
Imbróglio
Enquanto isso na Assembleia Legislativa a bancada caminha afinada com Puccinelli. Para Schimidt, os três deputados pensam nos projetos pessoais e não priorizam o projeto partidário. O racha dentro da sigla fez com que o PDT de Mato Grosso do Sul sofresse intervenção.
Ontem, a executiva nacional decidiu pela instauração do processo de intervenção e nomeando Schimidt como seu representante. Com a decisão, a executiva nacional decidiu avocar as deliberações do diretório estadual.
Agora, as decisões administrativas e jurídicas ficam a cargo do diretório nacional. O deputado Ary Rigo, que até então presidia o partido, tem o prazo de 10 dias para recorrer.
Schimidt acredita que deverá ainda conversar com Rigo.
Nos dois mandatos do ex-governador, Rigo era além de aliado homem de total confiança de Zeca. Hoje, afinado com Puccinelli junto com Onevam de Matos e Coronel José Ivan, que comandou a PM (Polícia Militar) no governo passado, o partido dele divide-se.
Rigo, destituído do comando regional do PDT por determinação da executiva nacional do partido, ironizou a escolha de João Leite Schimidt, presidente de honra do PDT, nomeado ontem à noite como o interventor da sigla. “Ele [Schimidt] será a rainha da Inglaterra”, disse o deputado. No caso, no regime monárquico, a rainha não tem poder real. E, para o parlamentar, o papel do interventor também não influirá nas decisões importantes do partido.
Para Rigo, Schimidt será apenas um representante do partido no período da intervenção e que quem vai determinar o destino político dos pedetistas é a Executiva Nacional.
Na varanda
Schimidt e Nogueira falaram com a imprensa nesta tarde, na varanda do diretório regional do PDT, no Jardim São Bento, bairro nobre da cidade. 
Ao Midiamax Schimidt frisou que talvez amanhã, se tiver tempo, já homologue a convenção do PDT de Campo Grande realizada na varanda.
A votação que elegeu o vereador Paulo Pedra presidente do diretório da Capital não foi reconhecida pelo comando estadual da sigla que quer novas eleições.
Enquanto os pedetistas buscam o entendimento, Puccinelli a frente do governo estadual tenta garantir a governabilidade para ano que vem emplacar o segundo mandato. Já Zeca do PT, se recupera da cirurgia na visão para retomar as reuniões no interior. Ele e Delcídio do Amaral enfrentaram disputas internas e agora estão afinados. Zeca tenta voltar ao Parque dos Poderes e Delcídio a reeleição. Os petistas querem ter Dagoberto Nogueira na chapa como senador.
 Dentro do PMDB, uma das vagas do Senado deverá ser decidida entre os fundadores da sigla Waldemir Moka e Valter Pereira, mas há quem diga que o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho seja o nome preferido de Puccinelli que estaria ensaiando uma aproximação com Dagoberto Nogueira.

Fonte: MidiaMax

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial