Análise de provas de caso Madeleine tornou-se “quase impossível”
Investigação – 04/12/2007
Especialistas forenses que investigam o caso de Madeleine McCann, 4, a garota britânica desaparecida desde o último dia 3 de maio no sul de Portugal, enfrentam uma “missão impossível” na análise das evidências, segundo uma fonte ligada à investigação.
A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa foi informada que as provas encontradas no apartamento dos McCann em praia da Luz e em um veículo alugado pelo casal são “inúteis” para resolver o mistério do desaparecimento de Maddie.
No entanto, uma fonte próxima à investigação declarou ao jornal português “24 horas” que esta “é uma missão quase impossível”. As amostras incluem partículas microscópicas de sangue tiradas do quarto de hotel e fluidos corporais achados no Renault Scenic alugado pelos McCann 25 dias após a desaparição de Madeleine.
Erros
Os forenses do FSS estão utilizando técnicas muito sofisticadas chamadas “Low Copy Number” para o estudo das amostras, que haviam sido contaminadas pelo erro da polícia em não cercar de imediato o local onde ocorreu o desaparecimento.
Tal técnica permite os cientistas achar impressões genéticas de uma amostra muito pequena, ao “fazê-las crescer” em cópias extras disponíveis para análises. Esse processo pode levar meses. Tal notícia e divulgada no momento em que os detetives portugueses planejam viajar esta semana para o Reino Unido para uma última tentativa de resolver o crime.
Os agentes receberam a permissão da Procuradoria Geral para voltar a interrogar os amigos dos McCann que jantaram com o casal na noite do desaparecimento.
Fonte: Folha de Dourados



