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Amplavisão – Programas sociais: refletem no bolso e nas urnas

Manoel Afonso –

NAS URNAS: Qual será o peso dos programas sociais? Ocupamos o 23º lugar no ranking nacional: o Bolsa Família, com R$ 130 milhões para 192 mil famílias (500 mil pessoas). Nossa capital lidera com 13,4 mil famílias, Corumbá cm 9,7 mil, Ponta Porã 9,3 mil, Três Lagoas com 7,4 mil. Haverá mesmo conexão do estomago com o bolso?

DOLOROSO: Para os críticos, mero curral eleitoral. Sem discutir esse aspecto cito o exemplo do Maranhão (Sarney) com mais de 1 milhão de famílias (41% da população) dependentes dos programas sociais (Pé de Meia, Gás do Povo, Bolsa Família). Não por acaso – estados do norte e nordeste, vivem encabrestados pelo coronelismo, com nova roupagem (siglas).  

PROJETO: Por aqui o PT sonha em reviver com Fabio Trad a epopeia de Zeca. Uma missão que conta com eventuais reflexos das ações sociais do Planalto e do desempenho do candidato Lula. Eleitoralmente o estado representa pouco no contexto nacional, mas o que conta ao menos é uma cadeira no senado.  Como se diz, vale ouro! Se vale!

A QUESTÃO:  As aprovações do Governo Lula e da candidatura de seu principal líder no estado, serão suficientes para derrotar o grupo adversário, representado pelo centro e direita? Hoje, todos os institutos de pesquisas apontam uma lenta tendência de crescimento do pré-candidato petista, mas ainda insuficiente para provocar o segundo turno.

MARATONA:  Apesar da idade, Lula demonstra disposição invejável para cumprir  compromissos oficiais: da Europa, Estados Unidos ao nosso interior.  O quadro político mostra que ele viajará ainda mais pelo país até as eleições. Na sua agenda nova visita ao Mato Grosso do Sul, na próxima quinta-feira para entrega de 1390 títulos agrários do Incra.

EXPECTATIVA:  Assessores parlamentares e jornalistas já se arriscam na medição do potencial político de Dourados nestas eleições. Os prognósticos divergem, mas a maioria acredita no aumento de representantes na Assembleia principalmente. O sistema da ‘Federação’ ainda é uma incógnita em termos de avaliação do futuro desempenho dos pré-candidatos até agora. Vigora o ‘achismo’.

DINÂMICA: Esse o melhor termo para definir a política como um todo. Sempre mudando. Dois exemplos atuais: Puccinelli e Junior Mochi disputando separados os votos em redutos onde sempre estiveram como parceiros e o caso do deputado Jamilson, disputando votos com o ex-conselheiro Jerson Domingos em várias cidades.

CAUTELA: Tem sido essa a postura – pelo menos nas declarações – dos candidatos quanto a previsão e dos gastos ao longo da campanha. Uns alegam dificuldades em avaliar com segurança; outros declaram estar esperando a definição dos critérios   adotados pela Justiça Eleitoral e os respectivos partidos. Tudo ainda muito obscuro.

SEGREDO: Dizem que não se deve acreditar piamente no que dizem os candidatos antes e depois das eleições no que diz respeito aos seus gastos. Existem duas vertentes: os gastos reais tidos como ‘segredos de estado’ – e aqueles gastos formais como mandam as regras e instruções da justiça. Entre ambas, a diferença costuma ser enorme. Não se elege apenas com prestígio pessoal.

MUDOU? Entre hoje e antigamente os parâmetros de gastos dos candidatos mudaram. Influência da nova postura de parte do eleitorado; das novas regras e da realidade sócio econômica. No passado, os excessos eram tidos como normais e imperava um ditado inconsequente: o que vale é ganhar – dívida a gente resolve depois.  

SAUDADE?  Sobre o assunto, políticos da época do antigo Mato Grosso lembram do socorro que o extinto BEMAT (Banco do Estado do Mato Grosso) prestava aos deputados. A adoção de promissórias era pratica habitual com direito as prorrogações de vencimento a juros camaradas.  Banco estatal como braço político não sobrevive.

INCÓGNITA: No saguão da Assembleia, jornalistas e assessores questionavam o futuro político do deputado Catan, caso sua candidatura não prospere nos parâmetros aceitáveis. Para um repórter, “teria faltando-lhe um bom conselheiro” – para outro “ele teria dificuldade de formar um grupo político após as eleições para disputar a prefeitura da capital.”

MARCELO BERTONI: Marquem bem esse nome que hoje comanda a poderosa Famasul. Neste recente episódio do conflito agrário em Sidrolândia, Bertoni demonstrou a serenidade exigida na busca da segurança jurídica e a proteção à vida das pessoas. Avesso a promoção pessoal, ele vai conquistando espaço e admiração.

EDUCAÇÃO:  Desafio dos municípios que arcam com transporte e merenda e outros valores adicionais num estado de municípios enormes. A União doa ônibus, mas isso não basta; o desgaste é enorme pelas longas distancias e estradas de terra. Esse quadro prejudica o aprendizado dos alunos que levantam de madrugada para esperar o ônibus e com sono acumulado não tem o aprendizado ideal. Dormem em classe.

JUNIOR MOCHI:  O deputado levantou o problema na Assembleia e foi apoiado por colegas na busca de solução. Uma das sugestões; adotar a jornada integral de aulas por 3 vezes por semana, resultando numa economia de 40% dos gastos. Em apoio, o deputado   Kemp lembra que o município é o responsável pela educação, desde o infantil a 5ª série.

CORAJOSA: Não é de hoje que o Consórcio responsável pelo transporte público de passageiros da capital comete abusos. Finalmente agora, a administração ´pública ousou peitar de vez o sistema que só visa lucros, em prejuízo ao município. A opinião pública está apoiando a prefeita Adriane Lopes na esperança de mudanças. Os primeiros sinais tem sido positivos.

NA TRIBUNA: Reinaldo Azambuja vai solidificando sua postura partidária com críticas ao Governo Federal. Nesta semana ele denunciou o crescimento da dívida pública, os juros elevados e a situação fiscal do país. Reinaldo pede reformas estruturantes e redução da maquina pública. Esqueceu de pedir ao presidente que gaste menos em viagens ao exterior.

REFLEXÃO:  O verdadeiro legado emocional da Copa não está necessariamente nas vitorias ou derrotas dentro de campo, mas nas experiências construídas ao redor delas. O impacto psicológico mais importante está na capacidade de aproximar pessoas, estimular encontros, gerar conversas, criar memórias afetivas e fortalecer vínculos humanos. Muito além do futebol, a Copa é uma celebração do pertencimento humano.”  (Dra. Mariana Ramos – professora de psicologia)

PILULAS DIGITAIS:

O futebol é uma das poucas coisas que unem um país dividido. (Mandela)

É melhor vencer todo dia do que ganhar de goleada de uma vez só.

Mordomia é tudo que o dinheiro – do contribuinte – pode comprar. (Millôr)

Tenho forte suspeita de que os aliens já estão entre nós. (Steven Spielberg)

Na política e no futebol importam os resultados práticos, não as promessas.

Quando a última árvore for cortada e o último rio envenenado, você vai perceber que o dinheiro não alimenta. ( Joyce McLean)

No Brasil, a política se resume em não deixar a onça com fome, nem o cabrito morrer. (Stanislaw Ponte Preta)

O diabo é um otimista, se acha que pode tornar as pessoas piores do que já são. (Kari Kraus)

A equação do drible tem atalhos que a matemática não explica. (Luiz C. Oliveira)

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