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Amor e quebra de paradigma III, por Ademar de Lima

Consciência Cósmica – 30/10/2009

Tudo o que conhecemos e vivenciamos ao longo da caminhada, para nós torna-se verdade e quando nossas verdades se modificam ou desmoronam, os nossos melhores paradigmas se escoam entre os dedos e quando percebemos que não podemos mais segura-los, te-los ou mesmo vivenciá-los… Caímos num oceano de realidades as quais, até então, verdadeiras, imutáveis e ao percebermos que estávamos equivocados e amarrados a conceitos inventados pela mídia, completamente distantes do verdadeiro caminho… E ao constatarmos que o que fazíamos de “bom e de prazer” eram apenas ledos enganos… Nosso mundo, nossas verdades, nossos “prazeres” e conceitos de felicidade (regados à cachaça?), conceitos de certo e errado, de amizade, compaixão e até mesmo o que achávamos ser amor começam a ruir, sentimos um amargo na boca um desconforto no corpo como se nossos órgãos não quisessem deixar aqueles hábitos aparentemente “tão saudáveis” até antes de nos conscientizarmos de outras realidades, terríveis, que superam as nossas, desvirginando-as, esmagando-as, destruindo-as…
E quando sentimos tudo isso na pele, nos desesperamos porque o verdadeiro amor num primeiro momento está mais para espinhos do que para a harmonia e a beleza da flor… Dói muito ter que abrir mão de nossos vícios umbilicais que até então eram verdadeiros, abrir mão de amizades e torpes relacionamentos que transitavam na contra mão da ética VIDA, da harmonia Cósmica e principalmente da harmonia do AMOR…
Ás vezes sentimos um nó na garganta, queremos gritar, mas a voz não sai, queremos ter razão, aquela nossa razão de antes mesmo que torpe, mas sentimos que não é mais possível e não temos como voltar… Um vazio imenso toma conta de nós e a transição, a substituição traumática de paradigmas parece não ter fim e sentimos um amargo na boca, sentimos nossos pés sem o apoio do chão e não sabemos porque choramos, porque sorrimos…E vivemos, ao mesmo tempo que não queremos que seja pela perda de nossos vícios umbilicais ficamos sem referenciais de como será o amanhã.
Mas o domingo de plenilúnio está apenas começando e não queremos estragá-lo… Será que não queremos aceitar a nova realidade? E desesperadamente tentamos não macular a bela manhã de domingo? Ou será que não queremos macular nossos velhos conceitos e aceitar a realidade de que não são mais válidos? Que temos que nos habituar que o amor verdadeiro é verdadeiro, não tem subterfúgios, enganações, representações, teatro – ele é como é, puro, único e não estávamos acostumados a essa nobre realidade, por isso sentimos muitas dificuldades em abrir mão de momentos irreais, prejudiciais, vividos de forma inconsciente, inconseqüente até…
O dia segue lindo pela manhã ensolarada… Porém, abrir mão e de uma vidinha dominada pelos vícios umbilicais, os quais estávamos habituados… E sentir que tudo aquilo era irreal, efêmero e prejudicial à nossa saúde física e espiritual, não é fácil… Eu sei como você se sente e sei como é experimentar o verdadeiro amor e compreender que apesar de espinhoso na aparência é terno e eterno na essência… Na forma de ser. É como sair e passear num jardim farto de rosas multicoloridas, violetas e cravos… É como senti-los, dar-lhes vida, tonifica-los! É como degustar o som…! E ouvir as cores, enxergá-lo, senti-lo, sem medos, confiante… Entregue, entregando-se, abstendo-se e amando… amando! Eu abri mão de muitas coisas por você… Porque você chegou numa tranqüila manhã de julho logo após o trinar dos pássaros, dizendo que me ama, porque você é muito especial para mim, é muito especial como ser humano cheio de sonhos, projetos iniciados… inacabados. E através de um amor ímpar, único, verdadeiro não vou abrir mão de você… E o dia segue lindo… E eu vou ficar aqui te esperando… te amando… amando! Como nunca, ninguém jamais te amou…
 

Fonte: Folha de Dourados

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