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Altos do Indaiá pede socorro ao poder público e segurança

ABANDONADO – 02/12/2009

Waldemar Gonçalves – Russo  
    Moradores dos Altos do Indaiá estão abandonados e pede socorro ao poder público e aos órgãos ligados a área de segurança pública.
    Com relação ao poder público, eles pedem para que à prefeitura arrumem as ruas, uma vez que a maioria delas está intransitável, inclusive com valetas abertas pelas águas das chuvas que caíram nos últimos dias na cidade. “O Ari quando passou por aqui durante a campanha nos prometeu mundos e fundos, mais até agora nada fez por nos”, disse uma das moradoras se referindo ao atual prefeito Ari Artuzi (PDT). “O correto seria asfaltar, mais sabemos que isso é um sonho, mais bem que o prefeito poderia mandar cascalhar nossas ruas, não é mesmo”, disse a mesma moradora lembrando que em dia de chuva, ela tem de deixar a bicicleta na casa de uma amiga que reside no prolongamento da rua José Roberto Teixeira, que liga o Grande Flórida ao Hospital Universitário.
    SEGURANÇA
    Com relação à segurança, os moradores reclamam que nos últimos meses muitos deles tiveram suas casas invadidas por arrombadores e perderam bens como DVD, TV, botijão de gás, ferro elétrico entre outros. “O nosso bairro está infestado de ponto de vendas de drogas e a polícia nada faz para acabar com elas”, disse outro morador revoltado com a situação, acrescentando que seu filho teve a bicicleta tomada na “mão grande” por dois adolescentes quando voltava da escola.
    Para os moradores, a Polícia Militar poderia realizar principalmente nos finais de semanas arrastões no bairro, uma vez que o número de desocupado é muito grande, assim como o de usuários de drogas que buscam os pontos de vendas para adquirir os produtos para eles consumirem. “Dia destes dois jovens num carrão me parou e pergunto se eu sabia onde era boca do tio”, contou um dos moradores rindo com esta situação. “Disse a eles que não conhecia nenhum tio não” contou ele, acrescentando que os jovens tinham aparência de serem de classe média alta devido aos trajes que estavam vestidos, assim como o veículo, que seria novo e importado.
    Outro fator que segundo eles favorecem aos marginais, é o número de ruas escuras por falta de iluminação pública. “Muitas das lâmpadas dos postes daqui foram quebradas por vândalos”, lamentou um dos moradores, lembrando que a maioria age assim para que possa se proteger melhor de uma eventual chegada da polícia ou até mesmo para consumirem suas drogas ou entrar nas casas das pessoas para furtar objetos para trocar por drogas. 
    Independente dos reclames acima dada à reportagem, o certo é que os moradores em sua totalidade alegam que estão abandonados tanto pelo poder público como pelo setor de segurança, e cobram uma ação de emergência para que eles possam viver com o mínimo de conforto e dignidade no bairro, que dia a dia vem crescendo, porém de formas desordenada e sem infra-estrutura. 

Fonte: Folha de Dourados

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