Alonso vira o 4º maior vencedor da F1 e se aproxima de Senna
15/04/2013 08h45
Com a brilhante vitória no GP da China, Fernando Alonso se tornou o 4º maior vencedor de todos os tempos da Fórmula 1, ao lado de Nigel Mansell, com 31 feitos. O espanhol ainda segue atrás de Ayrton Senna (41 vitórias), Alain Prost (51) e Michael Schumacher (91). Dos pilotos em atividade, o ídolo da Ferrari é o mais vitorioso, mas é seguido de perto por Sebastian Vettel, que já chegou 27 vezes no primeiro posto. Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen tem 21 e 20 vitórias, respectivamente.
No entanto, é preciso interpretar os números com cautela. A simples comparação da quantidade de vitórias dos pilotos em atividade com as lendas do passado é injusta, já que o número de corridas do Mundial aumentou gradualmente desde a primeira edição do campeonato, em 1950. Para se ter uma ideia: no ano de inauguração da Fórmula 1, foram apenas 7 Grandes Prêmios. Uma década depois, eram 10 GPs. Em 1970, 13 GPs. Em 1980, foram 14 provas. Dez anos mais tarde, em 1990, 16 corridas. Em 2000, 17 GPs fizeram parte do calendário. Ano passado, a Fórmula 1 viu uma temporada ser realizada com o recorde de 20 corridas.
Em 1951, o maior piloto da “pré-história” da Fórmula 1, Juan Manuel Fangio, foi o campeão mundial com apenas 3 vitórias. Durante toda a carreira, o pentacampeão chegou 24 vezes em primeiro lugar. Só em 2011, Vettel levou o Mundial com 11 vitórias – quase metade da marca total de Fangio. Esta disparidade impede o simples cruzamento de dados para determinarmos o maior vencedor de todos os tempos, mas ao mesmo tempo não invalida o ranking.
Na lista de vitórias por GP, por outro lado, os pilotos do passado dominam. Fangio lidera (47,06% de vitórias), seguido de Alberto Ascari (40,63%), Jim Clark (34,72%), Schumacher (29,64%), Jackie Stewart (27,27%), Vettel (25,96%), Prost (25,63%) e Senna (25,47%). Neste ranking, Alonso é um nanico: venceu em “apenas” 15,50% das corridas que disputou.
A marca é um prêmio para a corrida de Alonso na China. A Ferrari definitivamente não tinha o melhor carro do grid, mas provou ter o melhor piloto. Alonso manteve uma consistência durante toda a prova que deixou os rivais surpresos. Ele fez o que o grande piloto precisa fazer: tirar o coelho da cartola enquanto vê os rivais se questionarem como foi possível. Alonso deu uma aula.
Por: Terra



