Os sinais que ajudam os cientistas a entender como os humanos envelhecem também aparecem nos cães, segundo um estudo do Dog Aging Project publicado na revista The Journals of Gerontology. A descoberta reforça a ideia de que as duas espécies compartilham processos biológicos parecidos ao longo da vida.
A pesquisa identificou que substâncias produzidas naturalmente pelo organismo, chamadas metabólitos, seguem padrões semelhantes em cães e pessoas quando estão associadas à longevidade ou morte precoce.
Em vez de observar apenas uma molécula, os pesquisadores buscaram conjuntos de metabólitos que funcionam como uma espécie de “assinatura biológica” do organismo. Esses padrões apareceram de forma semelhante nas duas espécies.
Além da semelhança biológica, os cães também são considerados bons modelos para esse tipo de pesquisa porque costumam dividir hábitos e ambiente com seus tutores, como alimentação, rotina e nível de atividade física.
“As moléculas que representam risco para os cães ou que os protegem contra uma morte prematura são muito semelhantes às encontradas em humanos, demonstrando que compartilhamos características importantes da biologia do envelhecimento, o que é realmente interessante e gratificante”, disse Kate Creevy, diretora veterinária do Projeto de Envelhecimento Canino, em entrevista ao Phys.Org.
“Nossos resultados também destacam o valor dos cães de estimação como modelo para o estudo da saúde a longo prazo e da expectativa de vida.”
(Informações R7)





