De acordo com o infectologista Júlio Croda, o período sazonal da doença segue até o fim de abril e início de maio, o que indica que ainda haverá crescimento no número de casos, internações e mortes.
“Ainda teremos um mês com aumento nos casos, hospitalizações e óbitos”, afirma o especialista.
Ele também ressalta que os 966 casos prováveis registrados entre 1º e 15 de março podem refletir em novos óbitos ao longo de abril. Atualmente, mais de 200 pessoas estão internadas por causa da doença.
Rede de saúde sob pressão
Em Dourados, cidade com maior número de casos graves e mortes, a situação é preocupante. Dos 431 leitos disponíveis, 385 estão ocupados, o que representa uma taxa de 89%. No dia anterior, esse índice chegou a 97%, segundo boletim epidemiológico do município.
Apesar de nem todas as internações serem por chikungunya, a doença tem pressionado fortemente o sistema de saúde local.
Avanço monitorado no Estado
Na avaliação de Júlio Croda, não há, por enquanto, sinais de que o surto vá atingir todo o Estado, mas há indícios de crescimento na região cone-sul.
Já em Campo Grande, o cenário é mais controlado, em parte devido ao uso do método Wolbachia. A estratégia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria que impede o desenvolvimento de vírus como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
Esses mosquitos se reproduzem com os insetos locais, aumentando gradativamente a presença da bactéria e reduzindo a transmissão das doenças ao longo do tempo.

