Enquanto a maior parte dos biomas brasileiros apresentou queda nos índices de desmatamento em 2024, o Pantanal seguiu na contramão e registrou aumento de 16,5% na supressão de vegetação nativa, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados pelo sistema Prodes.
Entre 2023 e 2024, o Cerrado teve redução de 25,76% no desmatamento, e a Mata Atlântica apresentou o melhor desempenho, com queda de 37,89%. Já o Pantanal foi um dos dois biomas que registraram crescimento na área desmatada, ao lado da Caatinga, que teve alta de 9,93%.
Vegetação nativa em Mato Grosso do Sul
- Pantanal: 7,2 milhões de hectares preservados (74% de cobertura vegetal no bioma)
- Cerrado: 4,8 milhões de hectares (22% de vegetação nativa remanescente)
- Mata Atlântica: 334 mil hectares (9% de cobertura nativa)
Apesar de o Pantanal concentrar a maior área de vegetação preservada no estado, o Cerrado é o bioma predominante em Mato Grosso do Sul, ocupando 62,2% do território. O Pantanal representa 27,3% e a Mata Atlântica, 10,5%.
Panorama nacional do desmatamento (2023–2024)
- Amazônia: −28,09%
- Área não florestal da Amazônia: −5,27%
- Cerrado: −25,76%
- Mata Atlântica: −37,89%
- Pampa: −20,08%
- Caatinga: +9,93%
- Pantanal: +16,5%
Segundo o Inpe, a supressão de vegetação nativa ocorre quando há remoção total da cobertura original, independentemente do tipo de vegetação ou do uso futuro da área.
De acordo com o Mídia Max, os números reforçam a preocupação com a preservação do Pantanal, considerado um dos maiores patrimônios naturais de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

