Wilson Matos, candidato a prefeito de Dourados pelo PTB

José Henrique Marques

Para o candidato a prefeito de Dourados pelo PTB, o advogado Wilson Matos, a troca de farpas entre seus principais concorrentes, de acordo com as pesquisas eleitorais, Barbosinha (DEM) e Alan Guedes (PP), “é teatro” e “desrespeito à memória do eleitorado douradense”.

“Eu sou diferente deles e uma opção para quem não pretende votar em candidatos do grupo hegemônico há mais de uma década na política do Estado”, disse o petebista à Folha de Dourados. “Alan Guedes e Barbosinha são farinha do mesmo saco”, resume Wilson Matos que figura em terceiro lugar na última pesquisa divulgada.

De fato, o presidente da Câmara Alan Guedes pertencia até final de março deste ano ao mesmo partido do deputado estadual José Carlos Barbosa, o Barbosinha – o DEM. Embora não confesse, nos bastidores é sabido que Alan saiu do Democratas por desavença com o deputado estadual Zé Teixeira, tendo como pano de fundo as eleições de 2018 quando fizeram dobradinha.

“Agora o Alan e seus mentores atacam o grupo no qual fez sua carreira política”, afirma Wilson Matos, acrescentando que “o povo não é bobo”. No horário eleitoral no rádio e na televisão, e também nas redes sociais, é evidente que a principal estratégia do presidente da Câmara é desenvencilhar sua imagem do grupo para o qual serviu até pouco tempo.

Wilson Matos lembra ainda que os políticos alvos da campanha do PP com problemas judiciais “ainda são acusados, não há condenação”, e que tanto Alan como Barbosinha “não respondem nada na Justiça”. O advogado entende que ao invés de tripudiar o infortúnio de ex-companheiros, “eles deveriam priorizar uma campanha limpa, propositiva, como a minha”.

De acordo com Wilson Matos, Alan Guedes também é responsável pelos projetos antipopulares do Governo MS que Barbosinha e a maioria dos deputados aprovaram na Assembleia Legislativa. “Eles eram do mesmo partido e não me recordo do presidente da Câmara se posicionar contra, com veemência”, diz.

O candidato do PTB diz ser muito temeroso provocar o fechamento de portas com ataques eleitoreiros. “Como Dourados terá um orçamento de cerca de R$ 1,1 bilhão em 2021, as pessoas acham que haverá dinheiro sobrando, isso não é verdade, apenas 4%, 5% estarão disponíveis para investimentos; o resto é para a folha de pagamento, custeio, precatórios e contrapartidas”, revela, acrescentando que “Dourados precisa de apoio”.

“Então, o próximo prefeito terá, sim, de buscar recursos e obras necessárias a Dourados no Governo do Estado e em Brasília, como aliás faz nossa prefeita Délia Razuk (sem partido), que governa respeitando as outras forças políticas, sem rancores, mesmo tendo vencido o candidato do governo na época (2016), o atual secretário de Saúde, Geraldo Resende, em uma campanha respeitosa por parte dela”, diz Wilson Matos.

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