Advogado acusa PF de invadir propriedade sem autorização
Polícia – 18/12/2008
Dois homens da Polícia Federal teriam invadido uma casa na Fazenda Caiman, a 36 km de Miranda, sem autorização judicial, e detido um dos funcionários da administração, Adriano Antunes, 24, na terça-feira (16). Segundo Daniel Castro, advogado da fazenda, Adriano tentava ligar para os donos da propriedade para saber onde estavam as chaves e se poderia liberar a entrada dos policiais. Incomodados pela demora, os homens forçaram os cadeados da porteira, empurraram uma das moradoras da casa, e prenderam o funcionário por desacato à ordem judicial.
“A FUNAI tem uma liminar do Tribunal Regional Federal (TRF), mas não tem mandado judicial para realizar a vistoria, e também não entrou em contato com os donos da fazenda em nenhum momento para marcar a vistoria”, diz o advogado, que, por volta das 16 horas, ainda esperava na sede da PF em Campo Grande para fazer o boletim de ocorrência.
A informação chegou ao diretor-secretário da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (FAMASUL), Dácio Queiroz, que reafirmou a truculência da FUNAI em forçar a entrada dos Grupos de Trabalho em propriedades particulares. “A FUNAI desobedece ordens e não respeita as decisões judiciais, o que acaba gerando situações como essa, da apreensão de um funcionário da propriedade Caiman”, comenta Queiroz.
A Fazenda Caiman, conhecido refúgio ecológico do Estado, pertence a Roberto Klabin. No último dia 09, um Grupo de Trabalho da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), acompanhado de três policiais federais, esteve na propriedade e, conforme outro advogado da fazenda, Júlio César Souza Rodrigues, estavam munidos de uma ordem judicial do dia 12 de setembro que os permitia avaliar as benfeitorias da fazenda. Na época, o advogado disse que o proprietário da Caiman havia conseguido uma tutela antecipada para suspender os trabalhos de demarcação da FUNAI em mil hectares da propriedade e, portanto, a ordem judicial era inválida.
Fonte: Famasul



