Adolescente morto em confronto com Garras era ligado a série de ataques no interior de MS

Redação –
O adolescente de 16 anos morto durante confronto com policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), no bairro Aero Rancho, em Campo Grande, era apontado como integrante de um grupo envolvido em uma sequência de ataques e execuções em municípios do interior de Mato Grosso do Sul.
Conforme informações obtidas pela reportagem, o adolescente teria ligação com ações atribuídas ao Comando Vermelho em cidades como Sidrolândia, Rio Brilhante e Maracaju. A apuração policial aponta ainda que ele estaria relacionado a pelo menos quatro assassinatos registrados em Sidrolândia.
O adolescente também era investigado por outros crimes no interior do Estado, em meio a uma disputa entre facções criminosas que vinha sendo acompanhada pelas forças de segurança.
Confronto no Aero Rancho
Segundo as investigações, o adolescente estava em Campo Grande desde quarta-feira (23) e havia se instalado em uma casa alugada no Aero Rancho. O grupo passou a ser monitorado por equipes do Garras.
Na quinta-feira (24), os policiais foram até o imóvel durante o desdobramento de uma investigação iniciada após o homicídio de Kauan Rodrigues de Matos, de 20 anos, ocorrido em Rio Brilhante.
Durante a abordagem, conforme a versão apresentada pelos policiais, o adolescente teria apontado um revólver calibre .38 na direção da equipe. Os agentes reagiram e ele foi atingido.
O adolescente chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos.
Na mesma ação, dois adultos foram presos e outro adolescente foi apreendido. Eles são investigados por suspeita de tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
Operação apreendeu drogas e armas
A operação conjunta contou com equipes da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira), do Garras e da 1ª Delegacia de Polícia de Rio Brilhante. Ao todo, 12 pessoas foram presas durante as diligências.
Também foram apreendidos aproximadamente 16 quilos de maconha, quatro armas de fogo, munições, aparelhos celulares e outros materiais que poderão auxiliar nas investigações.
Durante a operação, os policiais chegaram ainda a um imóvel onde, segundo a Polícia Civil, estaria prestes a ocorrer um chamado “tribunal do crime”.
No local, dois homens foram encontrados amarrados e ajoelhados, enquanto duas mulheres estavam trancadas em um quarto. Conforme a Polícia Civil, as quatro pessoas seriam torturadas e mortas.
As investigações continuam para identificar a participação individual dos integrantes do grupo e esclarecer a possível relação deles com homicídios e outros ataques registrados em Mato Grosso do Sul.



