Adiado júri de oficial da PM acusado de homicídio
Policial – 03/03/2008
Está novamente adiado o júri do tenente-coronel da PM (Polícia Militar) Gibson de Jesus Maroni Cabral, acusado de homicídio. O julgamento dele, do filho Bruno de Matos Maroni e de Celso Rodrigues Romeiro, que estava marcado para esta segunda-feira, foi remarcado para 31 deste mês. Os advogados de Maroni, Ricardo Trad e Valdir Custódio da Silva pediram o adiamento alegando que duas testemunhas não haviam sido intimadas e que ambos tinham outros compromissos judiciais hoje e não poderiam fazer a defesa dos acusados.O juiz Wilson Leite Corrêa, de Jardim, cidade que fica a 226 quilômetros de Campo Grande, onde aconteceu o crime, indeferiu o pedido. No entanto, os advogados não compareceram ao júri e como o julgamento não pode ser realizado sem a presença da defesa, foi adiado, pela terceira vez.O oficial é acusado de mandar matar a tiros Altair Cavalheiro Flores Neto, conhecido como ‘Neto Ferro’, no dia 22 de dezembro de 2003. O crime teria sido motivado por desavenças entre a vítima e Bruno.Neto foi executado com cerca de 20 tiros de pistolas calibre 9 mm, 7.65 mm e revólver 38 no interior do carro dele. A esposa dele foi retirada do banco do passageiro e imobilizada por um dos homens, enquanto outros três faziam a execução.Na noite do crime, Neto teve um desentendimento com o filho do tenente-coronel Maroni, por ciúmes da esposa. Os dois brigaram e a vítima agrediu o filho do militar. O rapaz teria ligado para o pai, que estava em Ponta Porã pedindo vingança.Pai e filho chegaram a ser presos, mas respondem ao processo em liberdade, assim como o terceiro acusado. O oficial já foi comandante da PM de Ponta Porã e de Jardim.
Fonte: Campo Grande News



