Acusado de assassinar amásia grávida é condenado a 15 anos
DOURADOS – 14/08/2009
Acusado de assassinar amásia grávida é condenado a 15 anos
Waldemar Gonçalves – Russo
O Tribunal de Júri de Dourados condenou a 15 anos de prisão em regime fechado, o réu Eberton da Silva Barros, o “Betinho”, de 22 anos, acusado de ter assassinado a tiros, a amásia Kamila da Silva, de 16 anos.
No crime ocorrido por volta das 18h50 do dia 19 de novembro de 2006, no cruzamento das ruas Antônio Joaquim de Almeida com à Álvaro Brandão, no Jardim João Paulo II, a vítima que estava grávida de pouco mais de quatro meses, recebeu dois tiros, sendo um no abdômen e o outro no pescoço.
Ela ainda chegou a ser socorrida para o pronto-socorro ainda com vida, porém não resistiu e veio a falecer em conseqüência da gravidade dos ferimentos.
Com relação ao crime, o amásio da vítima, Éberton da Silva, o “Betinho” acabou sendo preso e confessou a autoria do crime, após um desentendimento entre eles.
Ao ser interrogado na delegacia na oportunidade, o réu disse que tinha uma convivência conturbada com Kamila da Silva, e que na data do crime, ela havia passado várias horas na casa de uma amiga, se negando a ir para a casa, e teria lhe falado que ele não mandava mais nela.
“Betinho” contou que com a negativa de Kamila da Silva em voltar para a casa, pegou a bicicleta dela e foi ao encontro de um amigo no Jardim Canaã I, onde ficou tomando tereré e ao retornar constatou que a amásia ainda não estava em casa.
“Betinho” conta que ao chegar em casa, constatou que a amásia havia jogado e colocado fogo em suas roupas, momento em que com a arma em um dos bolsos, foi a procura dela, vindo a encontrá-la novamente na casa da amiga dela.
Ao encontrar com a amásia, o acusado disse que surgiu entre eles uma nova discussão, desta feita por causa da bicicleta que seria dela.
No calor da discussão, o rapaz que trabalhava como auxiliar de mecânico, disse que puxou a arma do bolso e passou a efetuar os tiros na direção dela, em seguida fugiu para a casa de uma tia no Jardim Canaã II, vindo no dia seguinte se apresentar na delegacia, onde foi processado por homicídio doloso, por ter matado a amásia que estava grávida dele.
Levado à julgamento, o rapaz após ser condenado, sob escolta da Polícia Militar foi encaminhado para a penitenciária para cumprir a pena imposta pela justiça.
Fonte: Folha de Dourados



