Acordo suspende estudos antropológicos no MS
Geral – 05/09/2008
Não haverá estudo antropológico visando identificar possíveis terras indígenas na região Sul do Estado até o dia 15 de setembro. O trabalho, que deveria ter começado no dia 10 de agosto, foi novamente adiado através de acordo firmado entre o governador André Puccinelli (PMDB) e o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira, com intermediação da Casa Civil da Presidência da República.
André disse que propôs e o presidente da Funai aceitou dilatar o prazo para após a visita que fará ao Estado, no dia 15. A vinda de Meira, aliás, era para ter ocorrido ontem, mas foi adiada por incompatibilidade de agenda.
O acordo vale apenas para a área dos municípios de Amambai, Antonio João, Aral Moreira, Bela Vista, Bonito, Caarapó, Caracol, Coronel Sapucaia, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Iguatemi, Japorã, Jardim, Juti, Laguna Carapã, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Sete Quedas, Tacuru e Vicentina, reivindicada pelos índios como terras dos ancestrais.
O governador disse que hoje pela manhã telefonou à Casa Civil e pediu que o processo de demarcação da área de 36 mil hectares nos municípios de Miranda e Aquidauana também seja suspenso até a vinda de Márcio Meira. Entretanto, André não teve uma resposta a esse respeito. Em Miranda e Aquidauana cerca de 200 indígenas mantém há duas semanas ocupação em parte da fazenda Petrópolis, do ex-governador Pedro Pedrossian, que pode ser demarcada como área indígena.
A reunião com Márcio Meira deve ter a presença do governador, do presidente da Assembléia Legislativa, Jerson Domingos, um representante da Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul) e da Justiça Federal. André disse que vai receber sem hostilidade o presidente da Funai, em clima amistoso, e frisou que não age em defesa dos grandes proprietários de terras, mas de pequenos e médios sitiantes e do direito à propriedade.
Fonte: Midiamax



