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Acordo entre PMDB e PT não deve acontecer

MS – 08/01/2010

Assim como em outros centros do País, fracassou o plano do PT de acabar com as diferenças regionais em Mato Grosso do Sul. Como a ideia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de unir PT e PMDB no Estado não está dando certo até o momento, o governador André Puccinelli (PMDB) e o ex-governador Zeca do PT devem ir mesmo para o confronto nas eleições de outubro. A cúpula nacional do PMDB chegou a montar uma comissão para definir as alianças que o partido faria nos estados para as eleições de 2010. A decisão de criar o grupo foi tomada depois de um jantar, em outubro, em que o presidente Lula e a pré-candidata do governo ao Palácio do Planalto, ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, fecharam pré-compromisso para que PT e PMDB estivessem unidos. Na briga pela presidência da República, a bolsa de apostas aponta o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), como o provável vice na chapa de Dilma. Além de Mato Grosso do Sul, há risco de não se repetir o possível acordo a ser fechado nacionalmente entre PT e PMDB, em Minas, na Bahia, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, o que enfraqueceria os planos de sustentação estadual da campanha de Dilma. Aliás, Zeca e André nunca estiveram próximos, apesar do interesse da cúpula nacional de seus partidos e se setores isolados em nível estadual. Tanto é que a possível aliança provocou divergências dentro do PT, que após debater o assunto à exaustão voltou a defender publicamente a candidatura própria em Mato Grosso do Sul. O senador Delcídio do Amaral e o deputado federal Antônio Carlos Biffi, que antes defendiam a reedição no Estado do projeto nacional de união PT-PMDB, recuaram e se reaproximaram de Zeca, embora seu principal adversário político na disputa ainda nutre esperança na renúncia de sua candidatura. Como no Rio Grande do Sul, onde a disputa é independente dos nomes que possam estar na briga pelo governo do Estado, os dois partidos, em terras sul-mato-grossenses, são inimigos políticos históricos. A estratégia do PT nacional era enquadrar o ex-governador para ele apoiasse André Puccinelli, mas a ideia não prosperou, embora ainda existam aqueles que acreditem em mudanças até as convenções partidárias. O próprio André Puccinelli, que gostaria de discutir a política de alianças em março, adiou as conversações para maio deste ano como forma de dar tempo a novas tentativas de entendimentos. Isso, no entanto, desagradou os partidos aliados, como PSDB, DEM e PPS, que têm pressa na composição da chapa majoritária pela qual o governador buscará a reeleição.Integrantes do BDR (Bloco Democrático Reformista), esses partidos mantém a ameaça de mudar de rumo caso o líder peemedebista consiga seu intento de apoiar Dilma Roussef em Mato Grosso do Sul, em detrimento da candidatura do governador José Serra (SP) ao Palácio do Planalto. Por isso, a frente partidária não descarta candidatura própria ao governo estadual, lembrando a senadora Marisa Serrano (PSDB) como alternativa em outubro.

Fonte: Dourados Agora

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