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Ações de controle do Aedes aegypti são ampliadas em Mato Grosso do Sul

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), iniciou 2026 com um trabalho intensificado de articulação e alinhamento técnico com todos os municípios, estruturando ações conjuntas de controle vetorial para enfrentar o período sazonal de maior risco para a proliferação do Aedes aegypti. A estratégia prioriza padronização das medidas, apoio técnico às gestões municipais e atuação integrada em todo o território estadual.

Ações de controle do Aedes aegypti são ampliadas em Mato Grosso do Sul
Coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário.

Entre as principais medidas fortalecidas estão o bloqueio químico adequado, com uso de bomba costal motorizada, e a ampliação da BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar), que passa a ser executada por todos os municípios neste ano.

A metodologia consiste na aplicação de inseticida com efeito residual em pontos estratégicos, especialmente em locais com grande circulação de pessoas, garantindo proteção por várias semanas.

De acordo com o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, o foco do trabalho neste ano é garantir a execução das ações de forma regionalizada.

“Estamos em contato direto com todos os municípios para alinhar as ações de controle vetorial em cada região. A proposta é atuar de forma integrada, oferecendo parceria técnica para que as ações sejam executadas de acordo com as diretrizes nacionais e com a realidade de cada local”, explica.

Monitoramento e novas metodologias ampliam a vigilância

Outra ação estratégica é a fase final de implantação das armadilhas ovitrampas nos 79 municípios do Estado, metodologia que permite monitorar com maior precisão a presença do mosquito. Atualmente, restam apenas nove municípios para a conclusão total dessa etapa.

Além disso, a SES amplia o uso das EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicida), armadilhas que utilizam o próprio mosquito como vetor do produto. “O mosquito entra em contato com o larvicida e acaba levando esse produto para outros recipientes que muitas vezes não são visíveis ou acessíveis, como calhas, telhados ou áreas de construção. Isso nos permite um controle muito mais eficiente”, detalha Mauro Lúcio.

A capacitação das equipes municipais também integra o planejamento, com reuniões técnicas, treinamentos e encontros online para atualização e esclarecimento de dúvidas.

Cenário epidemiológico exige atenção contínua

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Armadilhas ovitrampas estão em fase final de implantação nos 79 municípios. Foto: Ministério da Saúde.

Segundo a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o acompanhamento do cenário reforça a necessidade de antecipação das ações. 

Ela explica que os registros de dengue neste início de ano estão ligeiramente acima dos observados na mesma semana do ano passado, enquanto a chikungunya já apresenta transmissão em alguns municípios, o que exige vigilância permanente e resposta coordenada.

Visita domiciliar e mutirões seguem como eixo central

Para 2026, a meta da SES é que 100% dos municípios realizem visitas domiciliares, consideradas a principal ferramenta de prevenção. Durante as visitas, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde orientam os moradores, identificam focos e registram situações que demandam encaminhamento a outros setores.

Os mutirões de limpeza seguem sendo incentivados com abordagem mais estratégica. “Não basta apenas recolher lixo. É fundamental identificar qual é o depósito predominante em cada município, seja lixo, caixas d’água, tonéis, fossas ou outros recipientes. Com base nesses dados, as ações se tornam mais eficientes”, reforça o coordenador estadual de Controle de Vetores. As ações contam ainda com apoio da Vigilância Sanitária, especialmente em pontos estratégicos como borracharias e ferros-velhos.

População é parte essencial da prevenção

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A SES reforça que o controle do mosquito depende também do engajamento da população. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, as ações do poder público precisam caminhar junto com a responsabilidade individual e coletiva. 

“A atuação do Estado e dos municípios é fundamental, mas ela se torna ainda mais eficaz quando a população participa ativamente. Pequenas ações no dia a dia, como a limpeza regular do quintal e dos ambientes da casa, fazem diferença na redução dos focos do mosquito e fortalecem todo o trabalho de prevenção desenvolvido”, destaca.

A recomendação é que cada morador reserve ao menos 10 minutos por semana para eliminar recipientes que possam acumular água, contribuindo diretamente para a redução do risco de transmissão da dengue e da chikungunya ao longo de 2026.

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