Acidentes mataram 10 pessoas em janeiro e fevereiro
Polícia – 18/03/2009
O trânsito continua perigoso e fatal em Campo Grande. Nos dois primeiros meses do ano foram registrados 951 acidentes, 10 pessoas morreram no local e 664 pessoas ficaram feridas. Os dados são do setor de estatísticas do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Não há informações sobre a evolução do estado de saúde dos feridos, podendo ter ocorrido mais óbitos.
Em janeiro morreram seis pessoas vítimas de acidentes de trânsito, no local da ocorrência. Destas, quatro eram motociclistas, um era pedestre e um, motorista. Em fevereiro foram quatro óbitos: um motociclista, um ciclista, um pedestre e um motorista.
No dia 31 de janeiro, Bernardo Santos de Souza, 23 anos, na avenida Mascarenhas de Moraes com a Coronel Antonino, bateu sua motocicleta contra uma caminhonete F1000. Morreu a caminho do hospital. No dia 15 de fevereiro morreu Hélio Martins de Filho, 49 anos, ao cair da motocicleta no momento em que tentava contornar a rotatória da entrada do Parque dos Poderes, no fim da avenida Mato Grosso. Hélio caiu, bateu a cabeça, teve traumatismo craniano e morreu no local. Entraram para a fria estatística do trânsito.
Os dados levam a conclusões alarmantes: 75% dos acidentes de trânsito deixam vítimas. Quando há motociclistas envolvidos o percentual sobe para 90%. Os motoristas são minoria entre os mortos; pedestres, ciclistas e motociclistas são os mais atingidos. No ano passado o trânsito matou 88 pessoas no local do acidente, 40 eram motociclistas.
Esses números foram expostos em reunião, hoje pela manhã, no Ministério Público Estadual, com representantes dos órgãos responsáveis pelo trânsito. Participaram o coordenador geral do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), José Eduardo Cury; o diretor presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Espindola Trindade Júnior, a promotora de Justiça da Cidadania, Sara Francisco Silva, além de representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ciptran (Companhia Independente de Policiamento do Trânsito) e Detran.
“Está na hora de envolvermos todos, cada cidadão tem que fazer sua parte”, disse Cury. Como medida para reduzir o índice de acidentes, ele sugeriu a restrição de vendas de bebidas alcoólicas em locais de movimentação intensa de pessoas, citando como exemplo a Exposição Agropecuária.
Rudel Trindade Júnior defendeu a fiscalização eletrônica como meio de conter os acidentes. “O maior problema do trânsito em Campo Grande é a velocidade excessiva, que por um lado pode ser coibida com equipamentos eletrônicos”, disse. Também foi sugerido evitar o pagamento de salários nos fins de semana, para coibir o consumo de álcool.
Fonte: Midiamax



