Redação –
Dois dias após o assassinato do empresário Dércio Sanabria, de 67 anos, o principal suspeito do crime, Luiz Mauro Gaudino Barreto, de 47 anos, apresentou-se espontaneamente na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia na manhã desta terça-feira (3). Acompanhado por um advogado, o genro da vítima pôs fim à fuga que durava desde a noite de domingo (1º).
Mensagens antes da entrega
Momentos antes de comparecer à delegacia, Luiz Mauro trocou mensagens com um conhecido, demonstrando arrependimento. No diálogo, obtido pelo portal Noticidade, o suspeito desabafou: “Acabei com minha vida, meu deus”. O interlocutor aconselhou o homem a se entregar imediatamente às autoridades, o que ocorreu poucas horas depois.
Família alega legítima defesa
O caso ganhou nova repercussão nas redes sociais após um dos filhos de Luiz Mauro sair em defesa do pai. Segundo a publicação, o crime teria sido o desfecho de uma briga iniciada em um bar, onde Luiz teria sido agredido pelo sogro e por um cunhado.
O jovem contestou as versões divulgadas até o momento e anexou uma fotografia do pai com o rosto visivelmente machucado, alegando que os ferimentos seriam prova de agressões sofridas antes dos disparos.
Relembre o crime
A tragédia familiar começou na noite de domingo, durante uma confraternização em um bar. De acordo com o boletim de ocorrência:
- A discussão: Luiz Mauro e a esposa (filha de Dércio) discutiram, e o sogro interveio para proteger a filha.
- A emboscada: Preocupado, Dércio foi até a residência do casal, no bairro Sidrolar, acompanhado do filho, para buscar a filha e evitar novas agressões.
- O desfecho: Ao chegarem, foram surpreendidos por Luiz, que estava armado. O empresário foi atingido por vários disparos, um deles no peito.
Dércio Sanabria, que era dono de um lava-jato na cidade, chegou a ser socorrido e levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas não resistiu. O autor havia fugido do local em uma motocicleta logo após o crime.
Investigação
A Polícia Civil de Sidrolândia segue investigando as circunstâncias do homicídio. O delegado responsável pelo caso deve ouvir o depoimento de Luiz Mauro para confrontar a versão de legítima defesa apresentada pela família com as evidências colhidas no local do crime.

