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Abrasco afirma que protocolo contra gripe A é acertado

Gripe A – 10/09/2009

A Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) divulgou nesta quinta-feira (10/9) nota pública de apoio ao Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza, publicado pelo Ministério da Saúde, para orientar a assistência aos pacientes com sintomas da Influenza A (H1N1), assim como a vigilância dos casos da nova gripe. A nota afirma que o protocolo clínico está absolutamente correto do ponto de vista técnico, e que este vem sendo adequado para enfrentar cada momento da Emergência de Saúde Pública de Relevância Internacional. A Abrasco acompanha as ações do Ministério da Saúde desde o início do processo epidêmico. Leia a seguir a íntegra do texto.          Nota Pública da Abrasco sobre Tratamento da Influenza – A A Abrasco vem atentamente acompanhando as condutas adotadas pelo Ministério da Saúde (MS) no curso do processo epidêmico de influenza. Como tecnicamente recomendado o comportamento do sistema de saúde, em situações de epidemias ou pandemias causadas por novos agentes etiológicos, deve se modificar diante da evolução clínica e epidemiológica que a doença adquire em cada momento. As mudanças vão se fazendo de acordo com as análises técnicas realizadas a partir dos dados gerados no curso do evento e nas publicações científicas produzidas em periódicos nacionais e internacionais. É assim no Brasil e é assim em todo o mundo em que impera um procedimento regrado pelos avanços na área da saúde, coordenado desde Genebra pela Organização Mundial da Saúde. Entre as novidades que acompanham o momento atual destacamos, em particular, o que se pode considerar uma democratização do acesso à informação, antes monopólio da autoridade sanitária em cada país e da OMS, no contexto global. Este movimento, que atende pelas designações de “infodemiology” e “infoveillance”, passou a incluir novas bases de dados de circulação livre (como ProMED e Google) e a construir um Mapa Global de Alerta em Doenças (HealthMap, http://www.healthmap.org/pt). Esses novos instrumentos permitem aos meios de comunicação uma mais segura incursão pelos meandros das ações de saúde que vão sendo implementadas pelos governos em todo o mundo. Não causa, portanto, espanto verificar que se transformaram em manchetes retumbantes algumas das ocorrências recentes que acompanham a epidemia de influenza A (H1N1) no Brasil. Em particular, a propalada mudança na política do Ministério da Saúde quanto ao tratamento medicamentoso. O medicamento (oseltamivir) em uso contra o vírus da Influenza A H1N1, até o presente momento, vem sendo adquirido com recursos públicos e distribuído para estados e municípios, para ser utilizado de acordo com indicação do médico assistente que, seguindo as orientações do MS garante, a cada caso, que seja administrado quando de fato se faça necessário. Essa iniciativa do Ministério da Saúde visa garantir medicamento para todos os brasileiros que venham a ser acometidos pela doença e evitar que seu uso indevido e em larga escala seja responsável pelo desenvolvimento de resistência do H1N1 a este fármaco, como já vem sendo descrito em trabalhos científicos para os vírus da gripe sazonal e também para a própria Influenza A H1N1. A rede de serviços de saúde do país – pública (SUS), privada e conveniada – vem envidando todos os esforços para atender e tratar os casos em acordo com o conhecimento científico vigente. Nas sociedades capitalistas tem sido considerado um direito das indústrias farmacêuticas disponibilizarem seus produtos no mercado. De acordo com notícias veiculadas na imprensa o oseltamivir poderá ser disponibilizado nas farmácias brasileiras em 2010. Nesse sentido, a Abrasco tem absoluta confiança e certeza que se o Ministério da Saúde eventualmente vier a tomar esta decisão, ele o fará junto com a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) adotando todas as providências no sentido de elaborar e implantar marco regulatório para que este medicamento só venha a ser adquirido pela população, mediante receita médica em acordo com indicações técnicas normatizadas em estrita concordância com conhecimentos emanados da literatura científica e das orientações da Organização Mundial de Saúde. A Abrasco participou do encontro de especialistas, convocado pelo Ministro da Saúde, em 03 de agosto último, que reviu e ratificou as estratégias adotadas, e entende que para elaborar recomendações, em caráter nacional, para atender a população, não deve haver espaço para especulações inoportunas. Por tudo isso a Abrasco considera que o protocolo clínico do Ministério da Saúde, do ponto de vista técnico está absolutamente correto, e que o mesmo vem sendo adequado para enfrentar cada momento da Emergência de Saúde Pública de Relevância Internacional a que e humanidade está submetida nesse momento.  

Fonte: Ministéro da Saúde

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