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Caso 'Maníaco da Cruz' que chocou a sociedade é causado por problemas sociais de acordo com o padre Crispim Guimarães.

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O caso que vem sendo motivo de discussão onde quer que seja vem trazendo uma onda de revolta, mistério e investigação, não apenas por parte da polícia, mas também de curiosos que estão cada vez mais determinados em saber até mesmo qual foi o primeiro nome do cachorro do assassino que ficou conhecido como o ‘Maníaco da Cruz’.
Desde a prisão do adolescente de 16 anos, na madrugada do dia 8 de outubro, em Rio Brilhante, as pessoas não param de perguntar o que havia se passado na cabeça do acusado em ter praticado esses três crimes. Os pouco mais de 20 mil habitantes do município estavam amedrontados por não terem a exata noção de quem estaria aterrorizando a pacata cidade.
O primeiro assassinato ocorreu no dia 24 de julho, sendo encontrado o corpo de Catalino Cardena, 30 anos, em um terreno baldio com os braços abertos, as penas fechadas e no peito a inscrição I.N.R.I, que segundo o Evangelho significa “Jesus Nazareno Rei dos Judeus”. O segundo foi o da jovem Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, encontrada morta na manhã do dia 24 de agosto no cemitério municipal. A terceira vítima foi uma adolescente de 13 anos, com o corpo colocado de forma idêntica aos outros três assassinatos.
O jovem como muitas pessoas julgavam não é de classe média alta, não havia procedência criminal contra ele e descrito pela mãe como “um menino querido, que não era agressivo e conversava muito”.
A mãe assim como muitas outras nunca desconfiou do comportamento do filho, e que para ela, o adolescente passava por uma fase normal da idade, muitas vezes considerada como a da rebeldia. 
Mas para o padre Crispim Guimarães o caso está relacionado com a comunidade em que se vive, “é a sociedade que produz o bem ou o mal”, segundo o sacerdote as pessoas deveriam se auto-avaliarem. “A sociedade precisa se questionar cada um deveria se perguntar dentro de casa como está contribuindo com ações como esta. Qual é a parcela de culpa que estamos dando para surgirem pessoas como esta?Todo ato pessoal tem um reflexo social”, diz Crispim.
O que estaria acontecendo então coma nossa sociedade? Crispim alerta que ainda haverão crimes muito mais chocantes como estes se as pessoas não pararem para pensarem no que está acontecendo. “Faz parte de rituais do mal quando deixamos de praticar o bem, quando sonegamos impostos, viramos as costas para alguém que pede ajuda, quando a própria imprensa estabelece sensacionalismo a crimes ocorridos, quando fazemos calúnias, quando não temos tempo para os nossos filhos, quando não sabemos o que se passa dentro da nossa própria casa”, afirma o padre.
Crimes como estes acontecem com freqüência, mas o que mais perplexa as pessoas é que um menino de apenas 16 anos matou três e era fã do conhecido “Maníaco do Parque” que em 1990 matou seis mulheres em São Paulo e que segundo seus depoimentos a polícia ele não se arrepende de ter praticado os atos criminais.
Uma das perguntas mais freqüentes entre as pessoas é “será que o adolescente teria um pacto satânico?”, ele foi sim influenciado pelo mal, quando muitas vezes as pessoas comuns em seu dia-a-dia são levadas a praticarem o mínimo do grau de maldade. “Não adianta querer fazer justiça com as próprias mãos, não adianta acusar, se não colocarmos a mão na consciência e abrirmos os olhos para o que está acontecendo, seitas surgem do mal acontecido”, disse o padre. (Aliny Fernandes)
 

Fonte: Folha de Dourados

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