A lei de Murphy
Leio o artigo de Waldir Guerra
Artigo – 15/10/2007
Waldir Guerra *
“Se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará”.
A Wikipédia a enciclopédia aberta da Internet traz a primeira definição da comentada Lei de Murphy aquela que afirma: “Se alguma coisa puder dar errado ela vai dar errado e da PIOR maneira possível”.
Essa tal de Lei de Murphy se encaixa muito bem nos resultados da política eleitoral. No primeiro caso na repetição de coincidências (sic) na eleição de bons administradores municipais na cidade de Campo Grande; e num segundo caso, aqui na cidade de Dourados.
Em 2002 os eleitores escolheram o candidato do PT para administrar Dourados e apesar de ter feito uma administração fraca naquele seu primeiro mandato, os douradenses voltaram a reelegê-lo para um segundo mandato – claro, na esperança que tendo um presidente (Lula) petista e um governador (Zeca do PT) também petista a coisa iria melhorar, com essa tal de verticalização. Ledo engano.
O erro na primeira escolha – quando os douradenses deixaram de eleger Murilo Zauith e elegeram o atual prefeito – se confirmou depois na reeleição confirmando a Lei de Murphy. Eta lei infame essa que teima em funcionar ao contrário da maneira campo-grandense. E olhe que lá em Campo Grande eles foram salvos pelo gongo – na última hora – pois Zeca do PT foi derrotado por André Puccinelli por apenas pouco mais de 400 votos. Ufa!
Agora a desgraçada lei anda rondando novamente os eleitores douradenses querendo impingir à cidade uma catástrofe total.
Que é importante dar aos douradenses uma melhor assistência social, todos sabem, inclusive os petistas que administram a cidade e fingem que não é importante. E não digam que estão fazendo esse trabalho, pois está aí a ação de um esperto deputado que se mete nas obrigações do mandatário municipal e vem ganhando apoio de mais da metade dos douradenses.
Agora haja trabalho de convencimento a ser feito nos eleitores para mostrar-lhes que essa assistência social que vem sendo feita com muita demagogia pelo esperto deputado continuará a ser feita – e de maneira mais bem elaborada e com recursos do próprio município.
Recursos que existem, sim, e que somados aos que vêm da União e do Estado, seriam mais do que suficientes para atender as necessidades da assistência social, mas que aqui nesta cidade são consumidos pelo inchaço da máquina administrativa. E que inchaço! Fico aqui pensando que o maior trabalho do futuro prefeito será o de desaparelhar a máquina e diminuir o excesso de despesa.
Recursos que deveriam ser aplicados para gerar empregos na industrialização, no ensino, na economia geral – e não empregos na prefeitura, pelo amor de Deus!
Recursos a serem aplicados, por exemplo, na melhoria do aeroporto local que é por aonde chegam os empresários e empreendedores – coisa que a atual administração finge desconhecer e diz não ser uma prioridade desta administração.
É preciso mudar, sim, e todos reconhecem, mas especialmente contrariando a Lei de Murphy que teima em prejudicar a cidade de Dourados.
* Cidadão douradense; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.
Fonte: Folha de Dourados



