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A História do Carnaval

Acadêmicos do Tucuruvi, Rosas de Ouro e Vai-Vai são destaques na primeira noite do Carnaval 2010 de São Paulo

Festa Popular – 13/02/2010

O que é Carnaval
O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
História do Carnaval 
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos ‘corsos’. Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.
 
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. 
Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
Escolas de Samba Vencedoras nos últimos carnavais no Rio :1998 – Mangueira e Beija-Flor1999 – Imperatriz Leopoldinese2000 – Imperatriz Leopoldinese2001 – Imperatriz Leopoldinese2002 – Mangueira2003 – Beija-Flor2004 – Beija Flor2005 – Beija-Flor2006 – Unidos de Vila Isabel2007 – Beija-Flor2008 – Beija-Flor2009 – Acadêmicos do Salgueiro
Escolas de Samba Vencedoras nos Últimos Carnavais em São Paulo:1998 – Vai-Vai 1999 – Vai-Vai, Gaviões da Fiel 2000 – Vai-Vai, X-9 Paulistana 2001 – Vai-Vai, Nenê de Vila Matilde 2002 – Gaviões da Fiel 2003 – Gaviões da Fiel 2004 – Mocidade Alegre 2005 – Império de Casa Verde 2006 – Império de Casa Verde 2007 – Mocidade Alegre2008 – Vai-Vai2009 – Mocidade Alegre
Carnaval 2010 – Destaques da 1ª noite de São Paulo-SP
A primeira noite de desfiles do grupo especial do Carnaval de São Paulo foi marcado por boas apresentações de Acadêmicos do Tucuruvi, Rosas de Ouro e Vai-Via, e por problemas nas passagens de Imperador do Ipiranga e Leandro de Itaquera.
Entre os desfiles que mais levantaram o público, esteve a Acadêmicos do Tucuruvi, com enredo homenageando a capital do Maranhão, São Luís. Com fantasias e alegorias luxuosas, a escola destacou marcos históricos e arquitetônicos da cidade, enquanto a bateria deu toques de reggae – ritmo muito popular no Maranhão – à sua batida e coreografia. Entre os destaques estiveram Sheila Mello à frente da bateria, acompanhada de seu namorado, o ex-nadador Fernando Scherer.
Penúltima escola da noite, a Rosas de Ouro contou a história do chocolate. A grande inovação da passagem da Rosas foi trazer um carro alegórico que lançou essência de chocolate durante a apresentação, com o objetivo de aguçar os sentidos do público no sambódromo. Com integrantes vestidos de barras de chocolates e bombons, o enredo abordou o uso do cacau como objeto religioso, até o desenvolvimento dos finos chocolates europeus.
Última escola a desfilar, já na manhã de sábado, a Vai-Vai misturou samba e futebol. Em seu enredo, a escola do bairro do Bixiga comemorou seus 80 anos de história e homenageou as Copas do Mundo, relembrando craques do futebol e destacando a origem do samba. Entre os destaques da agremiação estiveram o ex-jogador Cafu, relembrando a conquista do pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo, e os atores Milton Gonçalves e Neuza Borges, representando rei e rainha africanos no alto de um dos carros alegóricos.
Mesmo com um bom desfile, a Vai-Vai foi marcada por dois de seus componentes passarem mal durante a passagem pela avenida. O mesmo aconteceu com dois integrantes da Unidos de Vila Maria. Todos foram atendidos pelas equipes de socorro do sambódromo.
Escolas com problemasPrimeira escola a desfilar no grupo especial do Carnaval 2010 de São Paulo, a Imperador do Ipiranga teve seu desfile marcado pela superação, já que parte de suas alegorias foram destruídas por inundações que atingiram seu barracão. Outra marca do desfile da Imperador foi o ferimento de Dani Sperle, causado por sua fantasia. Além de um sangramento, a passista teve problemas com seu tapa-sexo ao longo da avenida, o que pode ser motivo para punições.
Com o enredo “Da Antiguidade a Tecnologia: Medicina, a Nobre Arte de Salvar Vidas”, a escola da comunidade de Heliópolis abordou o desenvolvimento da medicina, em alas que representaram os médicos egípcios da antiguidade, a medicina oriental, além de médicos famosos como o francês Dr. Bernard e o brasileiro Dr. Zerbini.
Com enredo explorando a simbologia das cores da escola, vermelho e branco, a Leandro de Itaquera foi a segunda escola a desfilar, com participação da cantora Sandra de Sá puxando o samba. As alas e alegorias exploraram temas como a sensualidade e celebrações populares ligadas ao vermelho.
O desfile da agremiação sofreu também com um defeito no carro alegórico “Um Brasil em Vermelho e Branco”, que forçou vários componentes a empurrá-lo com dificuldade ao longo da avenida. Ao final da apresentação, dois outros carros tiveram problemas. Um deles chegou a bater na estrutura onde ficam os integrantes da Liga das Escolas de Samba de São Paulo.
A apresentação da escola terminou exatamente no limite de 65 minutos para o desfile.
Homenagens e criatividadeCom enredo que abordou o ensino, os professores e os grandes mestres do samba, a Mancha Verde também festejou seus dez anos de história. Em cinco carros alegóricos e 22 alas, a Mancha levantou temas como o treinamento militar dos espartanos na Grécia antiga, a prática chinesa do Thai Chi-Chuan, o filósofo chinês Confúcio, além do encontro entre os índios brasileiros e os colonizadores europeus.
Um dos destaques do desfile foi a presença de representantes de outras escolas de samba tradicionais de São Paulo, como seu Nenê (da Nenê de Vila Matilde), e Thobias, presidente da Vai-Vai.
Ferro foi o tema escolhido pela Unidos de Vila Maria, a quinta escola a desfilar na primeira noite do Carnaval de São Paulo.
A história do metal contada pela agremiação passou pelas culturas grega e romana, até o desenvolvimento da siderurgia industrial e à importância do ferro na própria criação das alegorias carnavalescas.
Em um desfile com bom andamento, a escola enfrentou problemas apenas na saída de uma de suas alegorias, que ficou presa em uma curva ao final da avenida. A dificuldade, no entanto, não deve afetar o desempenho da escola.

Fonte: suapesquisa.com

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