‘A falta de remédio’, por Roberto Djalma Barros
Opinião – 23/07/2009
A falta de remédio
Roberto Djalma Barros*
Quando o dr. Sandro Barbara assumiu a Secretaria de Saúde do município de Dourados, juntamente com dr. Nilo Lemes, notaram que o problema maior da falta de remédios naquele órgão, era o efeito da descentralização da farmácia municipal, fazendo com que a população carente sofresse com a falta de remédios nas unidades básicas de saúde.
Porque, ao descentralizar a farmácia, perdia-se o controle do produto no almoxarifado, que tomava conhecimento somente com a gritaria, para depois solicitar a tomada de preços ou licitações para o setor competente da Prefeitura que, ao tomar as medidas, tinha que cumprir os prazos estabelecidos pela lei das licitações, e sem contar que os remédios tinham prazo de validade. Este, quando vencido, deveria ser incinerado dando prejuízos para os cofres públicos.
A medida mais sensata para diminuir os prejuízos, tanto para população com a falta do remédio, como para a Prefeitura financeiramente, resolveu-se então centralizar a farmácia, dentro da secretaria de saúde. Isso foi durante os seis primeiros meses, um palanque político para os atuais detentores do poder, jogando a população contra a administração municipal. Que também de imediato instalou uma fábrica para embalagens de remédios no município com mais de 70 produtos, a um custo menor em 70% do valor dos produtos adquiridos através de licitações ou tomadas de preços.
Aliás, o Conselho de Saúde até hoje não procurou saber qual interesse está atrás do fechamento da farmácia de manipulação de Dourados. E com a descentralização por parte do governo do PT, faltam remédios em algumas unidades de saúde e sobram em outras, dificultando assim o controle de estoque. Com essa medida, os produtos que sobram deverão ser incinerados.
Com a palavra os poderes responsáveis.
*Bel em Direito; ex-vereador e ex-deputado [email protected]
Fonte: Folha de Dourados



